Collor, sendo Collor, como sempre, é acusado por 30 vezes de corrupção passiva

A Procuradoria-Geral da República acusa o ex-presidente Fernando Collor de ter recebido R$ 29 milhões em propinas entre 2010 e 2014 referentes a dois contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrópolis, que segundo revelaram a investigações da Lava Jato, também teria sido palco de um esquema de corrupção e loteamento de cargos políticos. A acusação faz parte da denúncia contra o senador que foi oferecida ao Supremo em 2015 e estava em sigilo até agora. Collor responde a 30 vezes por corrupção passiva, 376 lavagem de dinheiro e peculato 48 vezes. Além da condenação criminal, o procurador-geral pede a decretação da perda de função pública para os detentores de cargo  ou emprego público ou mandato eletivo, principalmente por terem agido com violação de seus deveres para com o poder público  e a sociedade. A Procuradoria também pede reparação dos danos materiais e morais supostamente causados pelas condutas dos denunciados, no valor de R$ 154,75 milhões; e a decretação da perda em favor da União, dos bens e valores objeto da lavagem de dinheiro, judicialmente apreendidos ou sequestrados, no valor de R$30,9 milhões.

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