Grupo Simbal ingressa com pedido de Recuperação Judicial

O grupo Simbal, de Arapongas, composto pelas empresas Simbal Pr Indústria de Móveis e Colchões Ltda, Agropecuária Simbal Ltda, Simbal Sociedade Industrial de Móveis, Darom Móveis Ltda e Eldorado Agricultura e Participações Sociais Ltda, ingressou na segunda-feira, no Forum da Comarca de Arapongas, com um pedido de Recuperação Judicial.

O grupo, que nasceu em 1968 com o nome de Indústria de Colchões Guarani, emprega hoje 1965 funcionários. Por quatro anos consecutivos,  2006, 2007, 2008 e 2009 a Simbal recebeu o prêmio Top Móbile como a empresa mais lembrada em estofados do Brasil.

Porém, a crise no setor nos últimos anos e sua intensificação de 2014 até o momento – em 2015 as vendas no varejo cairam 30% -, agravadas pelos custos de produção devido aos sucessivos aumentos de tarifas impostos pelo governo, provocaram um desequilibrio nas contas do grupo sendo necessário, para a sobrevivência e saneamento das suas empresas e a preservação dos empregos, o ingresso com o pedido de Recuperação Judicial.

Como prevê o artigo 47 da lei 11.101/2005, que trata da recuperação judicial das empresas, o  objetivo da ação é solucionar as causas da crise antes que suas conseqüências se tornem irreversíveis. Este é o meio mais propício para alcançar a sua reorganização e, evidentemente, saldar o seu passivo. Em síntese, a meta é garantir as condições que permitirão manter a normalidade dos processos produtivo e comercial, em todos os seus aspectos, a partir do reescalonamento da dívida – principalmente junto a bancos e instituições financeiras em geral – de acordo com as reais condições das empresas.

Hoje a dívida total das empresas do grupo é de R$ 193 milhões. O faturamento em 2014 foi de R$ 500 milhões.

As empresas do Grupo Simbal continuam funcionando normalmente, atendendo seus clientes e fornecedores.

Seus gestores esperam que em breve a normalidade seja restabelecida.

Um comentário em “Grupo Simbal ingressa com pedido de Recuperação Judicial

  • 24/06/2015, 12:49 em 12:49
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    Enquanto isso os políticos cada vez mais operosos,me diga um politico que tem uma empresa e quebra,muito difícil e olha que produzem só vento.

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