Nova fase da Lava Jato atinge em cheio as agências de propaganda

Do Correio do Brasil

André Vargas (PT-PR)

A partir desta terça-feira, a equipe do procurador da República Carlos Fernando Lima, que integra o grupo de investigadores da Operação Lava Jato, inicia a perícia nos contratos de publicidade que a Petrobras e os suspeitos de promover a maior roubalheira na história da companhia mantiveram ao longo da última década. Os procuradores começaram a buscar pagamento suspeitos em negócios milionários de propaganda do governo federal para empresas de fachada ligadas a políticos.

Uma vez detectados os desvios, a tendência é que as agências e produtoras peçam o recurso da delação premiada. Entre as produtoras investigadas estão a Conspiração Filmes, que pertence a Andrucha Waddington, marido da atriz Fernanda Torres. Uma das maiores produtoras do país, contratada pelas Organizações Globo para a realização de conteúdo para os canais de TV que controla, a Conspiração Filmes foi anexada ao processo por conta de contratos com duas firmas de fachada controladas pelo ex-deputado André Vargas e seu irmão (LSI Solução e Serviços Empresariais e Limiar Consultoria e Assessoria em Comunicação).

Vargas foi preso na sexta-feira, no início da 11ª fase da Lava Jato, batizada de ‘A Origem’, com foco na área de Comunicação da Petrobras. A suspeita é de que o modelo de desvios de até 10% em contratos de publicidade da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde, observado entre 2011 e 2014, tenha sido replicado na estatal petrolífera.

Empresas legais e outras, de fachada, estariam em um esquema do qual Vargas teria participado. O parlamentar foi vice-presidente da Câmara e secretário de Comunicação do PT na período investigado. Ele teve ordem de prisão cumprida pela PF junto com os ex-deputados Luiz Argôlo (SD-BA), Pedro Corrêa (PP-PE) e outros quatro suspeitos. (leia mais)

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