PF e o falso telefonema de Janene

A Folha de Londrina trouxe, dias atrás, a crônica de Paulo Briguet sobre o chamado Pai da Lava Jato, como intitulam o Delegado da PF, Gerson Machado que atuou na cidade e é de Cambé. Ele iniciou a investigação sobre o Doleiro Alberto Youssef, mas na crônica não comentou o arranca rabo de José Janene com o delegado chefe de Londrina, que acompanhado de seu advogado Antônio Carlos Andrade Vianna, fingiu na cara dura ter ligado para o Superintendente da PF no Paraná e intimidado-o para retirar o delegado de Londrina, pois este o queria ouvir num processo de ameaça de morte a um funcionário público federal e Janene passou a atacar o delegado, que chamou os agentes à sua sala para testemunhar a voz de prisão por desacato.

O causídico atuou quando viu seu cliente indo pro beleléu. E o que aconteceu depois? O Superintendente do Paraná liga ao londrinense e pergunta: “qual o motivo deste informe que você enviou? Que história é esta de telefonema? Não recebi ligação alguma de Deputado? Que mentira! Pode fazer o seu trabalho independente de político.”

Aí o delegado viu a oportunidade para investigar tudo sobre o falecido José Janene, incluindo verbas enviadas para municípios como São Sebastião da Amoreira. Janene foi se queixar ao Diretor Geral da PF, Agilio Monteiro, em Brasília, que avisado pela molecagem do telefonema falso, já avisou na audiência: “No Paraná não se mexe.”

E daí quem foi costurar o acordo foi o ex deputado José Borba em nome da Bancada do Paraná, que nada conseguiu pela irredutibilidade de Agilio. O fim de Janene pode ser resumido a apenas uma bravata do falso telefonema de intimidação. Deu no que deu.

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