Da Assessoria
A terceira rodada de negociação da Campanha Salarial 2015 dos trabalhadores da Sanepar, realizada na sexta-feira (17/04), em Curitiba, frustrou os representantes dos Sindicatos do Coletivo Sindical.
O diretor administrativo Francisco Farah apresentou uma proposta com melhorias apenas no Vale-alimentação e no abono salarial. Novamente, não foi dado nada de aumento real nos salários. O diretor voltou a dizer que as condições econômicas da empresa se agravaram com a queda do consumo registrada nos três primeiros meses de 2015.
Farah admitiu que a proposta é “acanhada”. E ele próprio afirmou que o índice de reajuste, o valor do Vale-alimentação e do abono é equivalente ao que é pago aos consultores estratégicos da empresa. Ou seja, essas 44 pessoas contratadas sem concurso público receberão o mesmo o reajuste que será concedido aos mais de 7 mil funcionários.
Entre esses consultores estão políticos que perderam seus mandatos, e ex-funcionários da Prefeitura de Curitiba. A mais nova contratada é Flavia Carolina Resende Jaber Francischini, mulher do secretário de Segurança, Fernando Francischini. Apesar de nomeada no dia 23 de março, com um salário de R$ 13.396,59, ela deixou de vir à empresa imediatamente depois da contratação para passear com os filhos na Disney.
Vamos avaliar os números do governo Beto Richa, entre 2011 e 2014
– Segundo o Dieese, houve avanços significativos dos indicadores econômicos, financeiros e operacionais da Sanepar
– O lucro aumentou 211% nesse período
– A receita operacional líquida aumentou 76,62%
– E o reajuste tarifário foi de quase 75%, bem maior do que qualquer índice de inflação e bem menor do que os reajustes concedidos pela Sanepar aos funcionários
O que a empresa alega para não dar aumento real:
Os representantes da Sanepar alegam, basicamente, o aumento dos gastos com pessoal, com energia elétrica e com produtos químicos
– Porém, se tomarmos por base apenas a energia elétrica, considerada pelo diretor administrativo como o ponto econômico mais sensível, vemos que não há justificativa para tanto alarde
– Em 2013, o Governo Federal baixou em 30% o valor da tarifa da energia elétrica, isso significa que o tão falado aumento do valor atual da tarifa não é tão significativo assim. Os 50%, na realidade, significam algo em torno de 15% nas contas da Sanepar, bem menos do que é falado pela empresa
– Essa redução da tarifa da energia não trouxe nenhuma vantagem para os trabalhadores da Sanepar, nem em 2013, nem em 2014. Por que não foi dado um reajuste proporcional para os saneparianos naquela ocasião? Ficamos sempre com o ônus, nunca com o bônus
Vale-alimentação está fora da realidade
A proposta de reajuste do, de 10,38%, está abaixo do valor da cesta básica em Curitiba. Estudo feito pelo Dieese revela que a cesta básica foi reajustada em 16,41%. Já o gasto do trabalhador com alimentação fora de casa ficou em 12,66%
A Sanepar alcançou, graças ao trabalho dos saneparianos, o melhor índice de perdas da sua história, de 5%, um dos melhores do pais. Nada disso será revertido para nenhum de nós.
Recentemente os funcionários da Compagás rejeitaram uma proposta de Acordo Coletivo da empresa muito parecida com a da Sanepar.
Sem argumentos
Na avaliação de Alexandre Schmerega Filho, presidente do Sindael, os argumentos da Sanepar para negar avanços nas negociações são muito fracos.Quando os Sindicatos colocaram na mesa de negociações a questão dos altos salários dos consultores estratégicos, que custam certa de meio milhão ao mês para a empresa. Os representantes da Sanepar defenderam essas contratações políticas e disseram que cada um deles pode garantir de 300 a 400 empregos.
“Se a Sanepar pode pagar salários de R$ 13 mil a consultores que nem aparecem para trabalhar, também pode remunerar melhor aqueles que soam a camisa por R$ 1.300,00 por mês para prestar serviços à população”, questiona Alexandre.
Para ele, os números demonstram que a empresa teve bom desempenho nos últimos anos, tendo, portanto, todas as condições de conceder aumento real nos salários, melhorar o valor do Vale-alimentações e contemplar outras importantes reivindicações dos trabalhadores.















1 comentário
CERVERO
Este seu Francisco Farah, e muito devagar, tirar do trabalhador serio, e dar para as peruas no cabide de emprego para mulheres de secretario e apaniguados, isto é o fim da picade, depis BETO PRIMO RICHA, pergunta porque esta com toda esta aprovação……