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Editor:
Cláudio Osti

Sercomtel, vamos fazer a conta

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Recebi de um ex funcionário da Sercomtel, aposentado que sabe fazer a matemática básica no dia-a-dia empresarial:

“Vamos fazer conta!

Nesse ano deve entrar no caixa da Sercomtel, a título de receitas, próximo de 200 milhões de reais.

As saídas deverão totalizar 220 milhões de reais, ou seja, haverá um déficit de caixa de 20 milhões. Dias atrás o prefeito admitiu déficit de !5 milhões ano.

Se a Copel Telecom, dirigida hoje por Adir Hannouche (do PTB de Cornélio Procópio), investir 62 milhões enterrando cabo, ela (Copel Telecom) compartilhará mesmo a nova rede? Pois, pelo que se sabe, não há nenhum acordo assinado entre as duas concorrentes em fibra ótica de internet, e a diretoria que assume todas as Copel e Copel coligadas em janeiro de 2019 – daqui a 2 meses e meio – poderá mudar os entendimentos.

Se a Sercomtel não perder 1 real das atuais receitas para a nova rede londrinense da Copel. E se esse investimento da Copel, compartilhado com a Sercomtel, der um retorno anual de 20% líquidos em comissionamento – só para a Sercomtel (o que é pouco provável) – serão adicionados aproximadamente só 12 milhões ao ano no caixa da combalida empresa.

Insuficiente para o equilíbrio econômico financeiro da concessão federal. É aí onde mora o problema, e que fará o plano emperrar na Anatel. Não é dinheiro novo dos acionistas majoritários Copel e Prefeitura de Londrina, como disse o conselheiro Aníbal Diniz em seu voto a favor da caducidade das concessões:
‘Esperamos que haja bom-senso da prefeitura e dos acionistas majoritários da Sercomtel para que tomem providências, pois estamos simplesmente vendo uma empresa morrer por inanição e não tomar uma atitude.’

É preciso lembrar que a Sercomtel está cortando custos e despesas desde 2010, quando o então presidente e funcionário de carreira Régis Tavares (diretor de engenharia na gestão de Antônio Belinati e Presidente da gestão Barbosa Neto) criou o GMR (Grupo Matricial de Receitas) e o GMD (Grupo Matricial de Despesas).

E que o modelo de compartilhamento de rede de fibra ótica da Copel Telecom funciona em algumas cidades do Paraná, como Curitiba, mas cá entre nós: ofertar telefonia fixa com rede de internet, hoje em dia, não é garantia de uma renda extraordinária.

O prefeito Marcelo Belinati precisava fazer a pergunta certa aos seus dois presidentes da Sercomtel e ao presidente do Conselho de Administração, seu ex-candidato a vice Junker Grassiotto. E nunca fez.

Como ele pergunta se ‘a empresa está dando lucro?’ A resposta que lhe apetece hoje é “Sim” (Lucro Contábil)!

O advogado e médico Belinati deveria perguntar quanto a empresa vai arrecadar e quanto ela vai pagar, sem renegociar dívidas em datas de pagamento e liquidação, e daí descobrirá que o seu azul não é aquele divulgado azul, é vermelho profundo.”

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6 comentários

  • E olha quem está na Copel Telecom – http://www.zebeto.com.br/de-arapongas/#.W8iURstv80M

  • Indalécio Madruga

    Quedê o tio Bila? Quedê os 180 milhões?

  • Acho que o paçoca quue ser presidente da Sercomtel.

  • ZERO INTERESSE

    JÁ FOI AVISADO EM 18 DE SETEMBRO, NINGUÉM SE APERCEBEU, POIS NÃO FAZEM CONTAS DE VERDADE:

    “E a Sercomtel em vias de … dizer Adeus
    …O atual prefeito autorizou que a Copel construa, pela sua Telecom, redes de telecomunicações em Londrina.
    A Copel irá prover a Internet, enquanto à Sercomtel caberá a venda e a ativação das assinaturas.

    Como contrapartida a Sercomtel ficará com apenas 40% dos ganhos da intermediação e a Copel com o restante.

    Na prática, é como se a Sercomtel fosse transformada numa revenda da TIM ou Vivo.

    Com isso, Belinati espera amealhar algum capital político e conquistar a simpatia da ANATEL para suspender o processo de caducidade.

    A chance disso convencer a agência reguladora é remota, pois a ANATEL deixou bem claro que os sócios precisam colocar dinheiro em espécie no caixa do Sercomtel.

    Belinati, o Marcelo, já sabe disso, mas quer viabilizar o discurso futuro de que conseguiu o dinheiro (investimento da Copel em Londrina), mas a ANATEL, coração peludo, cassou as outorgas do Sercomtel.

    A Copel, por sua vez, está radiante, pois aditará o seu contrato atual com as empreiteiras para enterrar mais algumas centenas de quilômetros de cabos e fibra ótica, começando a transferir os clientes da rede legada da Sercomtel para a sua base de assinantes, ou seja, além de deixar o passivo para Prefeitura, na hipótese de caducidade, ainda ficará com a clientela que pertencia ao Sercomtel.

    O engenheiro Hans Muller, aparentemente, nada faz para impedir isso, embora tenha declarado ser contrário à proposta. Se 1/3 dos atuais assinantes migrarem das redes “Sercomtel” para as redes “Copel”, (no setor isso é chamado de canibalização, quando um produto retira vendas de um outro produto, ambos pertencentes à um mesmo grupo econômico), o reflexo primeiro será a queda das receitas do Sercomtel, e não seu aumento, como será festivamente anunciado pelo Prefeito.
    …”

    https://www.pacocacomcebola.com.br/geral/e-a-sercomtel-em-vias-de-dizer-adeus/

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