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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Minha Casa, Minha Vida amplia teto e impulsiona projetos imobiliários em Londrina

Por Cláudio Osti
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Minha Casa, Minha Vida amplia teto e impulsiona projetos imobiliários em Londrina

Da Assessoria

Mudança nas regras eleva valor máximo dos imóveis financiados na Faixa 2 e tende a destravar contratos em cidades de médio porte, com reflexos diretos para construtoras e compradores

As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida que entraram em vigor neste mês trazem mudanças relevantes para o mercado imobiliário, especialmente em cidades de porte médio como Londrina. A principal alteração é o reajuste do valor máximo do imóvel financiável nas faixas 1 e 2, que passa a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, conforme o perfil urbano e populacional dos municípios. Para metrópoles com população entre 300 mil e 750 mil habitantes, caso de Londrina, o novo teto é de R$ 255 mil.

Na prática, a atualização amplia o número de empreendimentos enquadráveis no programa e reduz um gargalo que vinha limitando o acesso ao crédito para famílias de menor renda. Com imóveis frequentemente ultrapassando o teto anterior, muitos financiamentos deixavam de ser aprovados.

FGTS e taxas reduzidas

Além da elevação do teto, o pacote reforça subsídios do FGTS e prevê taxas reduzidas para as faixas 1 e 2, justamente onde a sensibilidade ao custo do financiamento é maior. Para 2026, o Conselho Curador do FGTS aprovou um orçamento recorde de R$ 160,5 bilhões, sendo R$ 144,5 bilhões destinados à habitação. O Ministério das Cidades também projeta R$ 12,5 bilhões em descontos habitacionais, concentrados nas famílias de menor renda.

Para o setor da construção civil, o conjunto de medidas tende a se refletir em maior volume de contratos. “Quando o teto do programa acompanha melhor a realidade dos preços, o mercado destrava. Muitos projetos já estavam prontos, mas o cliente não conseguia avançar por uma diferença pequena de valor”, afirma Vevianne Jacques, diretora comercial da Pride Construtora.

Empreendimentos da Faixa 2

Em Londrina, a Pride possui empreendimentos que se encaixam no novo limite da Faixa 2, como o Linha London, Bliss, Sonne, Solar Essenza e o Solare Fiore. São empreendimentos de dois quartos, com ambientes exclusivos para lazer, espaço pet, área fitness e guarita. Foram projetados para quem deseja sair do aluguel, já que os subsídios de programas como o Minha Casa, Minha Vida beneficia os mutuários que querem pagar parcelas do financiamento inferior ao preço de um aluguel. Segundo Vevianne Jacques, a mudança deve ampliar o público apto ao financiamento e reduzir a principal barreira de entrada para as famílias.

Quem será beneficiado

A Faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida contempla famílias com renda mensal entre R$ 2.850,01 e R$ 4,7 mil, justamente um grupo fortemente impactado pela combinação entre subsídio, taxa de juros e valor do imóvel. “Essas famílias têm capacidade de pagamento, mas são muito sensíveis a qualquer aumento no custo inicial. O reforço dos subsídios e o reajuste do teto tornam o financiamento mais viável e previsível”, analisa Vevianne.

Na avaliação da Pride, o efeito das novas regras vai além do estímulo às vendas. “Há um impacto direto no planejamento dos projetos. Com regras mais claras e tetos mais alinhados ao mercado, as construtoras conseguem desenvolver produtos já pensados para atender esse público, com maior segurança”, conclui a diretora

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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