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quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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País das desigualdades

Por Cláudio Osti

País das desigualdades

O rendimento médio mensal dos brancos é praticamente o dobro do rendimento de negros (população composta por pretos e pardos), e essa distância aumentou no último ano no Brasil. É o que mostram os dados da segunda edição do estudo Desigualdades por Cor ou Raça, elaborado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o levantamento, o rendimento médio domiciliar per capita dos brancos em 2021 foi de R$ 1.866 por mês, enquanto os pretos tiveram rendimento de R$ 965 (51,7% do rendimento dos brancos), e os pardos, de R$ 945 (50,6% do rendimento dos brancos). O dado considera todas as fontes de renda de um domicílio.

Ainda que todos tenham tido queda no rendimento mensal de 2020 para 2021, o recuo foi mais intenso para pretos e pardos. Em 2020, o rendimento médio mensal domiciliar per capita de brancos foi de R$ 1.986, enquanto o de pretos foi de R$ 1.058 (53,3% do rendimento dos brancos), e o de pardos de R$ 1.034 (52% do rendimento dos brancos).

O movimento intensificou a distância entre brancos e negros. “Os rendimentos observados em 2021 foram os mais baixos da série, tendo maior redução entre a população preta (8,9%) e parda (8,6%) em relação ao ano anterior, enquanto o rendimento da população branca decresceu em 6%”, diz o estudo.

UOL/Economia

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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