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quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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São os caixões de março fechando o verão

Por Cláudio Osti

Por Lúcio Flávio Moura, especial para o blog

Ou nos resignamos ou não perceberemos o quanto estamos perdendo de nós mesmos em intubações fracassadas.

No bip do aparelho, a verdade não está paramentada: há uma falência vital.

Há um vazio – um vazio brutal – no lugar do oxigênio.

Ou nos sensibilizamos ou não reconheceremos este tempo de não-vida, este tempo de marcha medida, na qual liberdade rima com morte.

Ou nos humanizamos ou não entenderemos que um pulmão pode definhar com esta atmosfera de não-afeto que nos confina na mediocridade.

Nos leitos que nos separam, há apenas inconsciência individual.

O luto em todo minuto, a lágrima sem ritual, a cova estocada em chão de desespero.

Lidamos, enfim, com nossas piores escolhas.

Ou nos unimos ou esta bandeira a meio mastro vai tremular sem testemunhas por tanto tempo que não poderemos suportar.

Que pena, Brasil!

Gostou? Mande para quem acompanha o assunto.

Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

Sobre o editor
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