do Angelo Rigon
A Prefeitura de Maringá encaminhou à Câmara Municipal, no primeiro dia de trabalho da prefeita interina Marjorie Catherine Capdebosq (PP), um projeto de lei que autoriza a criação da empresa pública Maringá Data e Tecnologia S.A. A estatal teria como função implantar e operar um data center previsto para funcionar como empreendimento âncora da futura Zona de Processamento de Exportação do município. O anúncio da implantação de um data center foi feito pelo deputado federal Ricardo Barros (PP) em janeiro do ano passado, mas o pedido de criação de ZPE até o mês passado não havia sido protocolizado junto ao governo federal.
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A proposta chegou ao Legislativo e deve ter rápida tramitação, antes da volta do prefeito Silvio Barros II (PP) e da vice-prefeita Sandra Jacovós (PL), que estão de férias, e foi protocolizada como projeto de lei nº 18401/2026. O texto foi assinado pela prefeita em exercício e pelos secretários de Fazenda, Carlos Augusto Ferreira, e de Governo, Tiago Renan Barros. O destinatário na Câmara é o presidente em exercício, Sidnei Oliveira Telles Filho (Podemos).
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A empresa seria uma sociedade anônima de direito privado, com patrimônio próprio e autonomia administrativa, financeira e operacional, regida pela Lei das Estatais (13.303/2016) e pela Lei das S.A. (6.404/1976). A sede e o foro ficariam em Maringá. O capital social seria 100% do município.
A empresa poderia prestar serviços de processamento, armazenamento e tratamento de dados, celebrar contratos e convênios, adquirir bens e participar de outras sociedades. Também fica autorizada a criar subsidiárias — nas quais deveria ter a maioria do capital votante — e a participar de empresas privadas, desde que o objeto tenha relação com o data center ou com a ZPE. A participação privada exigiria processo seletivo público e acordo de acionistas com poder de veto do sócio público em matérias estratégicas.
O texto ainda prevê transparência, código de conduta, controles internos, possível contrato de gestão com o município e autorização para medidas orçamentárias necessárias à constituição da companhia. A extinção da empresa, se ocorrer, exigiria nova lei.A proposição ainda depende de apreciação da Câmara Municipal. Pesquisa legislativa anexada ao processo registrou “nada consta” sobre matéria idêntica já em tramitação.















1 comentário
Buia
O Fabrício Bianchi é o candidato ao cargo de supervisor de ZPE já?
Luciano Khul está empregado?
A Cris da CMTU já está lá?