Desde 2008

Editor:
Cláudio Osti

De alguma relevância para a total desimportância, a saga do PTB

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Pois bem. O PTB nasceu no governo de Getúlio Vargas, em 1945 para dar sustentação ao então presidente e seu governo. Dissolvido durante a ditadura militar, foi refundado em 1979 – aliás, Leonel de Moura Brizola queria ter o comando da sigla histórica, mas foi atropelado por Ivete Vargas, sobrinha/neta de Getúlio, ex-deputada federal, que ficou com o comando do partido. Brizola acabou fundando o PDT.

Desde sua refundação, o PTB se caracterizou por ser um partido adesista. Foi base dos governos Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro.

Com a ascensão de Bolsonaro ao poder, seu grande lider, o presidiário Roberto Jefferson, mudou o estatuto para que o partido se tornasse estatutariamente de direita.

De lá para cá o partido definhou. Roberto Jefferson mudou os comandos regionais e o partido praticamente desapareceu do mapa. Tem apenas um deputado federal.

No Paraná, informa o athleticano Fernando Tupan, o partido vive a pior crise da sua história os funcionários não recebem há meses, a sede na Rua da Glória foi devolvida ao proprietário por atraso nos aluguéis. No Paraná a legenda se deu mal porque a presidente estadual Marisa Lobo concentrou os recursos para a candidatura dela e mesmo assim ficou longe de conseguir uma vaga na Câmara Federal.

As conversas para formalizar uma federação com o Patriotas esfriaram, agora a sigla nanica pode até mesmo desaparecer, pois não terá recursos do fundo eleitoral em 2024 e nem em 2026.

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