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Cláudio Osti

A corrupção que Requião viu e a que ele não quis ver

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Em uma hora de entrevista é realmente impossível abordar todos os assuntos que são pertinentes. E isso também aconteceu na sabatina dos jornalistas da Folha de São Paulo e UOL ao pré-candidato ao governo do Paraná Roberto Requião.

Mas faltaram alguns contrapontos. Por exemplo: Requião disse que combateu a corrupção e foi o autor das denúncias que acabaram sendo conhecidas como o Escândalo Banestado, dinheiro sujo era enviado ao exterior por contas CC-5, usando o banco estadual.

Mas nada foi perguntado sobre os escândalos no Porto de Paranaguá, como mostra esta matéria da EXAME 08/07/2013: O ex-superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, irmão do senador Roberto Requião, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. A investigação é um desdobramento da Operação Dallas, deflagrada pela Polícia Federal em 2011 para investigar possíveis irregularidades no Porto de Paranaguá (PR), entre elas uma licitação suspeita de fraude para a compra de uma draga no valor de R$ 45,6 milhões, que não aconteceu. (leia mais)

Aliás, Eduardo Requião, que foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado a devolver R$ 26 milhões.

 

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