Da CNN
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), anteciparam-se ao julgamento da cassação do mandato de Sergio Moro (União Brasil) que começa hoje no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e definiram apoio conjunto ao mesmo candidato na eleição suplementar que deve ocorrer, se de fato, o senador perder o mandato.
“O acordo é esse mesmo. Bolsonaro e Ratinho apoiam Paulo Martins na vaga do Moro agora e Ratinho e Bolsonaro indicam cada um candidato ao Senado nas duas vagas de 2026”, disse a CNN o presidente do PL-PR, deputado Giacobo.
Com isso, Bolsonaro se alia formalmente a um candidato a ser seu herdeiro político e consegue de antemão assegurar um nome forte no estado para 2026. O acordo é visto também por aliados de ambos como o embrião para um palanque conjunto para o governo do estado. Para Ratinho, o acordo é importante, já deixa o cargo em 2026 e tem pretensões presidenciais.
Em conversas recentes, evita criticar Bolsonaro e diz que seu tempo no Ministério da Justiça foi de grande aprendizado. O objetivo é manter canal aberto com o eleitor bolsonarista e cacifar sua esposa, a deputada Rosangela Moro, para o Senado caso ele perca a vaga. Ela transferiu seu domicílio eleitoral de São Paulo para o Paraná e deve ser candidata na eleição suplementar se o marido for cassado.
Outro que tenta colocar de pé a candidatura é Ricardo Barros, ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara. Ele e Rosangela Moro disputariam os votos da direita com o ungido por Bolsonaro e Ratinho: Paulo Martins, assessor especial de Ratinho, presidente do PL em Curitiba e que tem laços com o governador.
Se a chapa de Moro for cassada, é ele quem assume o cargo em razão de ter ficado em segundo lugar em 2022. Teve 29,12% dos votos ante 33,5% de Moro.
À esquerda, as duas principais candidaturas sendo articuladas são as da presidente do PT, Gleisi Hoffmann e a do deputado federal, Zeca Dirceu.















3 comentários
Paulo Travesso
Ratinho Jr. e Bolsonaro, tudo a ver com essa dupla, ambos são líderes da extrema-direita no país, Ratinho Jr. no Paraná, Jair Bolsonaro no Brasil. Ambos dividem a mesma face do conservadorismo medieval e da política neofascista.
Biro
Nada haver essa dupla. Jair sua hora vai chegar.
Moriarty
Ratinho Jr. & Bolsonaro: a dupla da extrema-direita medieval em ação. Só podia acontecer no “Nazistão do Sul”. Argh…