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Editor:
Cláudio Osti

EUA ataca Venezuela e prende Nicolás Maduro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o ataque militar dos EUA à Venezuela e disse que o ditador Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora do país.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua esposa, capturado e levado para fora o país”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

Trump acrescentou que a operação foi feita em conjunto com a Polícia dos EUA e que daria mais detalhes em breve. Ele também anunciou uma coletiva de imprensa às 13h, no horário de Brasília, no resort de Mar-a-Lago, na Flórida.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, diz não saber onde Maduro está e exigiu uma prova de vida para o governo americano.

Uma série de explosões atingiu Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.

Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.

‘Agressão imperialista’

Trump e Maduro — Foto: AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez

Trump e Maduro — Foto: AP Photo/Evan Vucci; Reuters/Leonardo Fernandez

“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto.

“O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.”

O governo venezuelano afirmou ainda que o objetivo da operação americana seria tomar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais. No comunicado, Caracas disse que os EUA tentam impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”.

Por fim, a Venezuela declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.

Maduro na mira

Nicolás Maduro discursa durante manifestação na Venezuela — Foto: Stringer/AFP

Nicolás Maduro discursa durante manifestação na Venezuela — Foto: Stringer/AFP

Inicialmente, a Casa Branca afirmou que a mobilização militar tinha como objetivo combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades americanas passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar o governo Maduro.

Trump e o presidente venezuelano chegaram a conversar por telefone em novembro. No entanto, segundo a imprensa americana, os contatos terminaram sem avanços, já que Maduro teria demonstrado resistência em deixar o poder.

No mesmo mês, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista. O governo americano acusa Maduro de liderar o grupo.

Ainda em novembro, a imprensa internacional informou que os EUA estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.

Além disso, de acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos têm interesse em assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.

Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela. Trump também determinou um bloqueio contra embarcações alvos de sanções e acusou Maduro de roubar os EUA.

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7 comentários

  • Pouco importa a desculpa, se tem a ver com o tráfico ou não. Trump fez o que os Estados Unidos sempre fizeram, protegeram seus interesses. O petróleo venezuelano estava financiando de forma barata aliados perigosos (Russia, China). Acabou a festa. Sobre o Maduro foi tarde, o que resta agora é saber quem vai assumir no lugar dele. Quem assumir vai ter que ler a cartilha de Trump.

  • Há Lagoas

    Vai ser curioso assistir ao imaculado Lula tendo de condenar a ação do Fanta Laranja em solo venezuelano — logo agora que ambos parecem amigos de infância, separados apenas por conveniência diplomática.
    Mais saboroso ainda é constatar que a Águia Americana continua a meter medo nos nossos progressistas tupiniquins, sempre tão valentes em discursos e tão dóceis diante do poder real.
    Resta agora observar o destino de um ditador tirano, finalmente julgado pelos americanos, pagando — ainda que tardiamente — por seus crimes.
    Nada como um dia após o outro, e no meio um “sistema” que jamais se perpetua por completo, justamente por causa de malucos inconvenientes como Donald Trump.
    Viva a liberdade — mesmo quando ela não pede licença.

  • Só não acabam com a Guerra na Ucrânia!?

    Nem com a fome do mundo!

  • Jordão Bruno

    Só pessoa muito ingênua ou idiota 100% para acreditar que Trump ataca a Venezuela porque Maduro comandaria o tráfico de drogas para os EUA e estaria indo em socorro da democracia naquele país. Nem uma coisa nem outra. Os interesses são meramente econômicos e de dominação sobre outros países. Os Estados Unidos estão lotados de americanos traficantes e não há nenhuma ação espetaculosa para prendê-los ou mesmo intimidá-los. O presidente Trump, tão preocupado com a democracia na Venezuela, é amigo do ditador húngaro Viktor Orbán. O único risco para o Brasil é que há por aqui um número significativo de brasileiros que sonham em acordar com as bolas do Trump enterradas até suas traqueias e acabarem morrendo de amor pelo gringo.

  • Victor Hugo

    Sou progressista, e acredito que o que realmente importa na Venezuela são os venezuelanos, que vivem há anos em condições de extrema desesperança e miséria, e não o governo autoritário de Nicolás Maduro. A questão central é: se nada fosse feito, por quanto tempo mais essa população estaria condenada a viver sob o jugo desse déspota?

    O ideal seria que os países da região, em conjunto com a ONU, tomassem providências para lidar com a crise na Venezuela. Contudo, sabemos que, na prática, as coisas não funcionam dessa forma. A ONU, hoje, é um organismo internacional profundamente enfraquecido e incapaz de agir com a eficácia que a situação exige.

    Maduro se mantém no poder de forma ilegítima, após tomar de assalto uma eleição que ele perdeu. Não se trata de um governo legitimamente eleito sendo derrubado pelos Estados Unidos, mas sim de um líder que roubou a democracia e, com ela, a decisão soberana da maioria nas eleições. Inclusive, o Brasil, à época, não reconheceu os resultados daquela votação fraudulenta.

    É evidente que os Estados Unidos têm fortes interesses econômicos — especialmente relacionados ao petróleo venezuelano — e não agem unicamente em nome da “salvação” do povo venezuelano. No entanto, cabe reconhecer que o próprio Maduro foi responsável por criar o ambiente propício para a intervenção norte-americana, ao gerar uma crise política, econômica e humanitária desastrosa.

    Agora, o desafio é conduzir uma transição com o menor impacto possível para a população. Em algumas situações, infelizmente, o que importa não são os meios, mas o resultado. E o caso da Venezuela exemplifica isso de forma contundente.

  • Demorou para esse ditadorzinho cair e ser preso. Não passa de um traficante de drogas. Só isso e teve o que mereceu

  • Walace Soares de Oliveira

    Esse é mais um capítulo do seriado “Um maluco na Casa Branca”. Essa reedição de fascismo digital e pentecostal estrelada pelo Mister Orange, beira um absurdo apocalíptico inimaginável até a virada da segunda década do séc XXI. Essa versão do Tannus, nascido no “Queens” (sem sugestão maldosa) na Big Apple, já está pedindo há muito tempo a intervenção dos Vingadores. Os EUA jamais combateram o narcotráfico. Aliás, a CIA ajudou ele a se consolidar, a geração “Z” não lembra do escândalo dos “Contra” da década de 80, muito menos da ajuda que ela deu a Pablo Escobar (que já foi até questão de vestibular da UEL) ao combater as FARC, que disputava com Escobar o domínio da coca na Colômbia. Americano bonzinho não existe, se permitirmos essa atrocidade, daqui a pouco estarão invadindo o Brasil para conseguir o domínio das “terras raras” que ditadura hoje a nova guerra fria com a China. Mas, ele não chegará a tanto, sai mais barato comprar o congresso cristão bolsonarista.

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