O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu nesta quinta-feira, 6 de outubro, três mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Sangria, que apura possíveis desvios de recursos do Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança, Vigilância, Serviços Orgânicos e Similares de Londrina e Região. As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Londrina, Cambé e Sertanópolis.
As investigações do Gaeco tiveram início em agosto de 2020 e apuram os crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro supostamente cometidos por três integrantes da cúpula diretiva da entidade sindical. A partir da quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados e do sindicato, obtida judicialmente, foram identificados centenas de saques fracionados e em espécie, pagamentos de contas pessoais dos dirigentes com valores oriundos dos cofres do sindicato, além de outras movimentações bancárias atípicas, que indicam possíveis desvios de recursos para atender interesses particulares.
Os alvos de prisão são diretores do sindicato e os mandados de busca são cumpridos em residências e endereços profissionais. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Londrina, que também determinou o sequestro de bens imóveis, móveis (veículos), valores e ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 6.279.561,68, valor apontado pelo Ministério Público como total do prejuízo aos cofres do sindicato.















2 comentários
van
Gente, desvio de dinheiro em sindicato, nunca antes na historia deste país isto aconteceu.
Mateus Oliveira
Ironia rasa a sua. É óbvio que sindicatos, de empregados ou patronais, podem ser ocupados por corruptos, alguns até por bravos combatentes contra a corrupção. Até nas boas famílias pode aparecer pilantra. Problema maior é quando a família inteira é de corruptos que conseguem obter poder de mando institucional. Enquanto os ladrões babacas de sindicatos se ferram, já no alto escalão pode haver família inimputável. Só fingem não ver os falsos moralistas e mamadores do dinheiro público.