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Cláudio Osti

Justiça bloqueia R$ 6 bilhões e apreensão de carros de luxo de integrantes do PCC

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do G1

Uma operação da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), deflagrada nesta quinta-feira (4) em São Paulo, bloqueou R$ 6 bilhões em contas bancárias e mais de 250 veículos. Alguns carros de luxo, como Porsche, também foram apreendidos.

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A pedido dos investigadores, a Justiça determinou o sequestro de 49 imóveis, de três embarcações avaliados em quase R$ 20 milhões e 257 veículos em nome dos investigados. Pelo menos 20 pessoas físicas e outras 37 jurídicas tiveram as contas bloqueadas.

Batizada de Falso Mercúrio, a ação mobilizou cerca de cem policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ao todo, foram cumpridos 48 mandados de busca e apreensão na capital e na Grande São Paulo.

Porsche é apreendida durante operação contra o PCC. — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Porsche é apreendida durante operação contra o PCC. — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Segundo as investigações, o grupo criminoso prestava serviços de lavagem de dinheiro ao PCC. Apesar de operar em favor da facção, funcionava como uma empresa independente, sem vínculo formal com organizações criminosas.

O esquema recebia o dinheiro obtido por meio de crimes e distribuía os valores para 49 empresas de diferentes ramos — como padarias, lojas de veículos e fintechs — para dar aparência de legalidade às operações.

Os investigadores apontam que a rede de lavagem de dinheiro operava com três núcleos principais:

  • Coletores: responsáveis por arrecadar os valores ilícitos;
  • Intermediários: encarregados de movimentar e ocultar os recursos;
  • Beneficiários finais: que recebiam o dinheiro já “legitimado”.
Carros de luxo são apreendidos durante operação contra lavagem de dinheiro do PCC. — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Carros de luxo são apreendidos durante operação contra lavagem de dinheiro do PCC. — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Elo com ‘olheiro do PCC’

O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, afirmou que duas dessas empresas transferiram dinheiro para Matheus Augusto de Castro Mota e Kauê do Amaral Coelho.

Kauê, conhecido como “olheiro do PCC”, é suspeito de participação na execução do empresário Antônio Vinicius Gritzbach, morto no hangar de um aeroporto em São Paulo.

De acordo com a polícia, foi ele quem alertou os atiradores sobre a chegada de Gritzbach. Na sequência, Matheus teria ajudado Kauê a fugir.

Operação policial em SP mira quadrilha que 'prestava serviço' de lavagem de dinheiro para o crime organizado — Foto: Divulgação

Operação policial em SP mira quadrilha que ‘prestava serviço’ de lavagem de dinheiro para o crime organizado — Foto: Divulgação

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2 comentários

  • Zezinho da Silva

    Se fosse aprovado o projeto do Derrite & Tarcísio & extrema direita, esse bloqueio e essa apreensão de veículos não poderia acontecer. Depois a direita vive dizendo que quem tem ligação com o crime organizado é o PT. Bem diz o ditado que a mentira tem perna curta. E também aquele outro dito popular: acuse os outros do que você mesmo faz.

  • Dr. Renato, saudades de suas ações no MP.
    Investiga o custo desse Papel Noel horrível e dos repasses para empresas de Transporte Coletivo.

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