do G1
Uma operação da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), deflagrada nesta quinta-feira (4) em São Paulo, bloqueou R$ 6 bilhões em contas bancárias e mais de 250 veículos. Alguns carros de luxo, como Porsche, também foram apreendidos.
A pedido dos investigadores, a Justiça determinou o sequestro de 49 imóveis, de três embarcações avaliados em quase R$ 20 milhões e 257 veículos em nome dos investigados. Pelo menos 20 pessoas físicas e outras 37 jurídicas tiveram as contas bloqueadas.
Batizada de Falso Mercúrio, a ação mobilizou cerca de cem policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ao todo, foram cumpridos 48 mandados de busca e apreensão na capital e na Grande São Paulo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/3/6/vkf4AdQf2lT7tQbzUWkA/whatsapp-image-2025-12-04-at-12.49.13.jpeg)
Porsche é apreendida durante operação contra o PCC. — Foto: Reprodução/Polícia Civil
Segundo as investigações, o grupo criminoso prestava serviços de lavagem de dinheiro ao PCC. Apesar de operar em favor da facção, funcionava como uma empresa independente, sem vínculo formal com organizações criminosas.
O esquema recebia o dinheiro obtido por meio de crimes e distribuía os valores para 49 empresas de diferentes ramos — como padarias, lojas de veículos e fintechs — para dar aparência de legalidade às operações.
Os investigadores apontam que a rede de lavagem de dinheiro operava com três núcleos principais:
- Coletores: responsáveis por arrecadar os valores ilícitos;
- Intermediários: encarregados de movimentar e ocultar os recursos;
- Beneficiários finais: que recebiam o dinheiro já “legitimado”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/P/D/TpUcLPSsSLqrCAG2heqA/whatsapp-image-2025-12-04-at-12.49.14.jpeg)
Carros de luxo são apreendidos durante operação contra lavagem de dinheiro do PCC. — Foto: Reprodução/Polícia Civil
Elo com ‘olheiro do PCC’
O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, afirmou que duas dessas empresas transferiram dinheiro para Matheus Augusto de Castro Mota e Kauê do Amaral Coelho.
Kauê, conhecido como “olheiro do PCC”, é suspeito de participação na execução do empresário Antônio Vinicius Gritzbach, morto no hangar de um aeroporto em São Paulo.
De acordo com a polícia, foi ele quem alertou os atiradores sobre a chegada de Gritzbach. Na sequência, Matheus teria ajudado Kauê a fugir.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/n/v/8BsT7HR62TxWu3VzG9Wg/operacao-policial-em-sp-mira-quadrilha-que-prestava-servico-de-lavagem-de-dinheiro-para-o-crime-organizado.jpg)
Operação policial em SP mira quadrilha que ‘prestava serviço’ de lavagem de dinheiro para o crime organizado — Foto: Divulgação















2 comentários
Zezinho da Silva
Se fosse aprovado o projeto do Derrite & Tarcísio & extrema direita, esse bloqueio e essa apreensão de veículos não poderia acontecer. Depois a direita vive dizendo que quem tem ligação com o crime organizado é o PT. Bem diz o ditado que a mentira tem perna curta. E também aquele outro dito popular: acuse os outros do que você mesmo faz.
Charles
Dr. Renato, saudades de suas ações no MP.
Investiga o custo desse Papel Noel horrível e dos repasses para empresas de Transporte Coletivo.