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Por que considero que Mara Boca Aberta tem que ser cassada

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Por José Antonio Pedriali*

A vereadora Mara Boca Aberta usou dinheiro do Fundo Eleitoral para financiar a candidatura falsa ao Senado do companheiro conjugal Emerson Petriv, vulgo Boca Aberta.
Esta é a conclusão a que chegou a Comissão Processante, instalada em 29 de fevereiro pela Câmara Municipal de Londrina para julgar a representação por quebra de decoro parlamentar movida pelo advogado João Miguel Fernandes Filho.
Diz trecho do parecer: “(…) a conduta da representada, como acima explicitado, ao participar de uma fraude eleitoral, defendendo uma candidatura fictícia e irreal, com o uso de materiais reconhecidos como irregulares e pagos com dinheiro público, estando ela candidata ainda no exercício do cargo de vereadora, por óbvio atentou contra a moralidade, e ao bom nome da Câmara de Vereadores”.
A fraude aconteceu na eleição do ano passado, quando Mara concorreu à Câmara dos Deputados e seu filho Matheus Vinicius tentou se reeleger deputado estadual. Ambos se frustraram.
A comissão foi formada por Claudinei Pereira dos Santos, o Santão, que a presidiu; Fernando Madureira da Silva, relator; e Luciana Silva de Oliveira, que apresentou voto divergente, apesar de o parecer de seus colegas ter se baseado em investigação do Ministério Público Eleitoral estadual e federal e sentença judicial transitada em julgado que condenou Mara, o companheiro e o filho a pagarem uma multa de R$ 300 mil por propaganda irregular. Outro processo tramita na Justiça Eleitoral pedindo a prisão dos três.
O parecer da comissão está sendo votado esta manhã pelo plenário da Câmara Municipal de Londrina.
São necessários 13 votos para que Mara tenha seu mandato cassado, como estabelece o Código de Ética e Decoro Parlamentar, que ela violou, segundo a Comissão Processante.
Célebre pelas ações truculentas e criminosas pelas quais acumula condenações e processos, Boca Aberta está com os direitos políticos suspensos desde 2017, o que agrava a conduta de Mara. Naquele ano, e no décimo mês do mandato de vereador, ele foi cassado, entre outros motivos, por estelionato.
Mara tentou anistiar o companheiro ao apresentar, em fevereiro de 2021 – segundo mês de mandato – projeto de decreto legislativo que anulava a sessão da Câmara que o cassou. Ela recuou, pois duas representações foram protocoladas acusando-a de quebra de decoro parlamentar e exigindo sua cassação.
Seu mandato foi poupado naquela ocasião (e em outras, pois novas representações por outros motivos foram feitas, sendo arquivadas), mas desta vez a moralidade e a justiça exigem que Mara receba a mesma punição que seu companheiro.
A sessão de hoje é a mais importante da atual legislatura, que se aproxima do fim. Pois o que estará em jogo não é um projeto legislativo ou do Executivo, mas a índole de seus membros, que terá forte influência no desempenho deles na eleição de outubro.
Se anistiarem Mara, os vereadores estarão se acumpliciando ao crime que ela cometeu em conluio com seu parceiro Boca Aberta. Nesse caso, sete anos depois de ser merecidamente punido pelo mesmo crime – afinal, a campanha falsa que protagonizou foi um retumbante estelionato eleitoral -, Boca Aberta compartilhará sua desonra com os membros da Câmara Municipal de Londrina.

*José Antônio Pedriali é Jornalista e escritor.

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3 comentários

  • Biro Biroska

    Pedriali que foi assessor do Beto Richa quando ele foivpreso na Lava Jato falando porque quer cassar ac mara boca aberta é de cair o fiirroscó da bunda. Cada uma que a gente le nessa internet.

  • Tem que investigar isso. Denúncia grave.

  • Tomara que seja cassada. Pena que um senador “financiou” um escritório advocatício de amigo com um milhão de reais do fundo eleitoral da Maria Joana e nada aconteceu com ele.

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