A jornalista Mareli Martins, de Ponta Grossa, capturou uma reclamação autêntica e direta da prefeita da cidade Elizabeth Schmidt (União Brasil). “Nós precisamos de novos deputados”, disse a prefeita em suas redes sociais, reclamando da falta de empenho dos representantes locais para defender investimentos estaduais para Ponta Grossa.
Segundo Mareli, foi um recado principalmente para o deputado Marcelo Rangel (PSD) e a deputada Mabel Canto (PP), além do secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex (PSD), deputado federal licenciado. (veja aqui)
Em tom de desabafo, Elizabeth simulou a escrita de uma carta ao governador Ratinho Júnior (PSD), pedindo “socorro” para áreas como saúde, pavimentação e infraestrutura urbana, e acusando parlamentares locais de boicote político.
Ponta Grossa aparece entre as últimas colocadas no Plano de Investimentos do Governo do Estado para 2026, com previsão de recursos muito abaixo de outras cidades paranaenses, totalizando R$ 102 milhões. E enquanto isso, Guarapuava vai receber R$ 376 milhões, Londrina, R$ 320 milhões, Maringá, R$ 548 milhões, Cascavel, 606 milhões e Curitiba, R$ 1,5 bilhão.
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“Estamos recebendo quinze vezes menos que Curitiba, seis vezes menos que Cascavel, cinco vezes menos que Londrina e Maringá, três vezes menos que Guarapuava”, afirmou Elizabeth no vídeo publicado em suas redes sociais.
A cidade, que é uma das maiores do Paraná, teria garantido apenas cerca de um terço dos recursos previstos para Guarapuava, município com população significativamente menor. “Ponta Grossa é a potência que tanto ajuda o Paraná e tão pouco recebe”, lamentou a prefeita.
Na Câmara Municipal, o assunto também foi tratado pelo presidente da casa, Júlio Küller, que usou a tribuna para denunciar o descaso do governo estadual para com Ponta Grossa. Ele foi apoiado em sua fala por outros vereadores que pediram fizeram coro à queixa.
Saúde e infraestrutura em alerta
Elizabeth destacou a situação crítica da saúde pública local, mencionando o Hospital Bom Jesus, que estaria “quebrando”, e o Hospital Amadeu Puppi, que “não recebeu um centavo para entrar em obras”.
A prefeita também cobrou o cumprimento da promessa feita em 2020 de pavimentar 100% da cidade, afirmando que dos R$ 160 milhões protocolados em fevereiro deste ano, apenas R$ 100 milhões foram liberados. “E os outros R$ 60 milhões de vilas e bairros pobres? Nada. Nenhuma notícia. Liberem os 60 milhões”, disse.
Para 2026, a prefeitura pretende protocolar mais R$ 250 milhões em pedidos de investimento para 80 quilômetros de asfalto novo, que, segundo Elizabeth, não estão contemplados nos planos estaduais.
“Ponta Grossa precisa de novos representantes”, diz prefeita
Em um dos trechos mais incisivos da publicação, a prefeita sugere que a cidade e a região iniciem um movimento pela troca dos representantes políticos que, segundo ela, não têm atuado em favor de Ponta Grossa.
“Estamos aprisionados pelos políticos maldosos que se auto intitulam representantes da região. Políticos que se apresentam como amigos do governador”, disparou.
Elizabeth acusa esses parlamentares de “mentir, fazer fofoca e jogar o governo do Estado contra a cidade”, e afirma que o prejuízo causado por essa atuação é evidente. “Chega deles! O prejuízo está aí. Só não vê quem não quer”, declarou.
A prefeita também relatou que tentou contato telefônico com o governador Ratinho Júnior e com o chefe da Casa Civil, João Ortega, mas não foi atendida. Ela anunciou que levará pessoalmente uma carta ao governador durante o encontro da Associação dos Municípios do Paraná, previsto para esta semana.
No comentário da publicação, Elizabeth reforçou que não está em conflito com o governador, cuja candidatura à Presidência da República ela apoia abertamente. “Não adianta a conversinha de que ‘a prefeita está brigando com o governador’ (não estou) e que isso é ruim. Ruim, péssimo aliás, é ter representantes que boicotam a cidade tentando desgastar diariamente o nosso trabalho sério!”, escreveu.
A manifestação da prefeita gerou ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a distribuição de investimentos estaduais entre as regiões do Paraná. Com a carta em mãos e o encontro com o governador se aproximando, a expectativa é de que o episódio pressione o governo estadual a rever os critérios de alocação de recursos e abra espaço para negociações mais equitativas.
No final, Elizabeth Schmidt manteve o tom firme dizendo que “ninguém silencia PG!”















1 comentário
Rubinho do cadeia o dalborga
Coitada desta prefeita, está ponta grossa já vêm desde a época de deputado como PLAUTO MIRÓ,