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Cláudio Osti

Prefeito do PL de Capivari investigado por corrupção

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O prefeito de Capivari (SP), Vitor Riccomini (PL), o seu chefe de Gabinete, Eduardo Aparecido do Prado, e o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Bruno Sampaio dos Santos, estão sendo investigados por envolvimento em um suposto esquema de corrupção e pagamento de propina envolvendo a empresa que presta serviço de coleta de lixo na cidade do interior de São Paulo. Todos tiveram os bens bloqueados pela Justiça.

Foi o segundo bloqueio determinado pela Justiça contra Vitor Riccomini em três dias (o primeiro foi no dia 16 de julho e o segundo, no dia 18). No primeiro caso, ele é investigado por irregularidades na compra de um imóvel.

Segundo apurado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), Vitor Riccomini, também conhecido como Vitão, orquestrava em conjunto com o presidente da EPPO (empresa responsável pela coleta de lixo), José Carlos Ventre, um esquema para favorecer a empresa em contratos públicos entre 2017 e 2023.

Depois de assumir os serviços da Prefeitura, José Carlos Ventre foi acusado de pagar 8% dos repasses públicos para o político e seus aliados. Trocas de mensagens anexadas ao processo mostram o pagamento de R$ 28 mil em propina por um contrato de R$ 350 mil.

Vitão está em seu segundo mandato à frente da prefeitura da cidade. A relação entre ele e José Carlos teria começado ainda durante as eleições de 2020, quando o então candidato, que já era vice-prefeito da cidade, teria recebido doação do empresário com indícios de caixa-dois de campanha. Além dos dois, a denúncia do MPSP cita outras nove pessoas, que teriam atuado, inclusive, em reajustes indevidos do contrato com a EPPO para “compensar” os desvios.

Do Metropole

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