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Cláudio Osti

Rodovias, sempre um dilema quando o tema é transporte de cargas

2 comentários

da Agência Brasil

Quase 40% das indústrias deixariam de usar as rodovias se houvesse outro tipo de transporte em bom estado de estrutura, revela pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada hoje (18). Segundo o levantamento, as ferrovias seriam a principal opção de escoamento da produção para 28,5% dos industriais.Rodovias, sempre um dilema quando o tema é transporte de cargasRodovias, sempre um dilema quando o tema é transporte de cargas

De acordo com a pesquisa, o estado das ferrovias impede a troca. Atualmente, somente 8% das indústrias transportam a produção por trilhos. Desse total, 63% consideram o sistema ferroviário regular, ruim ou péssimo. Somente 31% dizem ser bom ou ótimo.

Sem a opção pelas ferrovias, 99% das indústrias usam os caminhões. Em algum momento, elas também recorrem ao transporte aéreo (46%) e portuário (45%). Em seguida, aparecem a navegação de cabotagem (13%) e hidrovias (12%).

Gargalos

De acordo com a pesquisa, o transporte é citado como o principal gargalo por 73% dos entrevistados. Em seguida, vêm energia (13%), saneamento (6%) e telecomunicações (5%). Segundo a CNI, o país atualmente investe apenas 0,65% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura de transportes. Para a entidade, seriam necessários investimentos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para modernizar a estrutura logística do país e torná-la adequada tanto ao escoamento interno de cargas, quanto às exportações e importações.

Segundo as empresas industriais, entre as principais razões para o setor trocar de meio de transporte estão a perspectiva de redução de custos (64%) e a maior agilidade para a entrega do produto (16%). Para 46% dos empresários, o custo representa o principal problema na logística e operação das empresas.

Entre os empresários entrevistados, 84% consideram o custo do transporte e da logística na indústria alto ou muito alto e 79% indicam o frete como principal custo logístico. Outros problemas relatados são o roubo de cargas (22%), a má condição dos modais (20%) e a má qualidade da frota (7%).

Problemas

Apesar do desejo de migrar para o modal ferroviário, as indústrias consideram o estado das rodovias como o maior problema atual no transporte de cargas. A infraestrutura das estradas foi citada por 67% dos entrevistados como o principal gargalo logístico. Em seguida, vêm a infraestrutura das ferrovias (34%), a falta de ampliação ou de duplicação de rodovias (10%), o custo do combustível (9%) e o acesso aos portos (9%).

Encomendada pela CNI, a pesquisa foi realizada pelo Instituto FSB Pesquisa. Ao todo, foram ouvidos 2,5 mil executivos de grandes e médias empresas industriais, nas 27 unidades da Federação, sendo 500 em cada região. As entrevistas foram feitas de 23 de junho e 9 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

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2 comentários

  • Betinho Soares

    A verdade é que o transporte ferroviário só cresceu no país até 1960 com investimentos públicos. Daí pra frente foi só marasmo no setor. Em 1996, o governo até que tentou ampliar o sistema através da privatização das ferrovias. Não adiantou muito porque as empresas vencedoras na licitação eram empresas à beira da falência. Dez anos atrás, no governo Dilma, houve nova tentativa de investir no setor através de parceria do governo com o setor privado. A proposta era investir R$ 91 bilhões na construção de novas ferrovias. No final do ano passado, o governo Bolsonaro através do Ministério da Infraestrutura, na época comandado por Tarcísio de Freitas, que também atuou no setor durante o governo Dilma, decidiu fazer nova investida no setor mas o dinheiro para investimento não passa de R$ 50 bilhões. Com a saída de Tarcísio do governo federal, provavelmente o projeto vai entrar em estado comatoso até porque dinheiro previsto no orçamento para investimento em infraestrutura no próximo ano é praticamente nada. Na verdade, o país, se quiser investimento internacional no setor ferroviário, depende muito de um país: a China COMUNISTA!

  • Ontem mesmo estava assistindo um vídeo sobre Fundos de Infraestrutura e no vídeo o analista faz um comparativo dos modais de transporte, uma analise rápida, superficial mas bem esclarecedora sobre a diferença entre EUA e Brasil, comenta sobre a oportunidade de investimento aos chamados “pequenos investidores” colocando-os no mesmo patamar que os grandes investidores. Vale a pena entender sobre o problema, suas possíveis soluções e ainda ganhar renda passiva tornando-se investidor.
    Vale lembrar que a modalidade de investimento foi implementada sob a gestão do atual governo.
    Se o seu Paçoca me permite, vou postar o link do vídeo, se for contra a politica do blog, peço desculpas e não se acanhe em deletar o post.

    https://www.youtube.com/watch?v=xwoq0m66tb8

    Lembrando que não é uma sugestão de compra ou venda de produto, que o material destina-se apenas ao estudo e que lucros passados não representa paridade a lucros futuros.

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