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Cláudio Osti

2ª fase Copa do Mundo 2026 – EUA Brasil x Japão, oponentes e amigos ao mesmo tempo

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2ª fase Copa do Mundo 2026 - EUA Brasil x Japão, oponentes e amigos ao mesmo tempo
Jogador Kazu, no Matsubara

Embrião do título de 1992 enfrentou o Japão

2ª fase Copa do Mundo 2026 - EUA Brasil x Japão, oponentes e amigos ao mesmo tempo

Se existe um jogador que possa personificar o duelo de hoje na Copa do Mundo é o meio-campista Zé Roberto Zacarias. Ele vestiu a camisa da Seleção Brasileira de Novos em 1990 e um ano antes marcou o gol da vitória de Londrina EC 1 x 0 Seleção Japonesa de Novos.

Placar magro, no Estádio do Café. Jogo válido pela Taça Londrina de Juniores, os Sub 20 atuais. O Tubarãozinho contava com um embrião daquele time que conquistou o sempre lembrado terceiro título do Campeonato Paranaense, em 1992. Zé Roberto estava junto de atletas como o zagueiro Sousa, o volante Alexandre Bianchi e o atacante Alessio. O goleiro do Alviceleste era Rogério Micale, atual treinador do Londrina e vencedor do inédito ouro olímpico com a Seleção Brasileira em 2016. Pouco depois, em 1990, Zé Roberto foi parte da Seleção Brasileira de Novos. Não voltou a encarar os japoneses, mas participou de um torneio espanhol contra o selecionado dos donos da casa, Alemanha e França.

 

 

 

Everton, um dos primeiros brasileiros no futebol japonês2ª fase Copa do Mundo 2026 - EUA Brasil x Japão, oponentes e amigos ao mesmo tempo
Primeira grande prata da casa do Londrina formada após a criação departamento de categorias de base, em meados década de 1970, Primeiro do Londrina EC na Seleção Brasileira de Novos. Everton Nogueira foi um dos brasileiros pioneiros a jogar no Japão. Ele estreou no LEC em 1977, em jogo da trajetória da emblemática campanha semifinalista do Campeonato Brasileiro. Marcou três gols pelo Tubarão profissional logo na estreia, ao mesmo tempo que liderou os juniores, ou Sub 20, do Londrina a conquistar o primeiro Estadual da categoria iniciado em 1977. Também foi campeão da Taça de Prata de 1980 pelo Tubarão. Depois jogou com destaque por São Paulo (SP), Corinthians (SP) e Atlético (MG) na década de 1980. Atuou no Japão por Yokohama Marinos e Kyoto Sanga, chegando pouco antes do início da J League. A competição profissional foi fundada em 1993, conhecida por contratar brasileiros renomados com bons salários comparados ao futebol na América do Sul. Celebra Everton que enfrentou jogadores como Zico, maior ídolo brasileiro do futebol japonês – símbolo do Kashima Antlers. Também duelou contra o maior ídolo do futebol japonês, Kazu, que no Brasil jogou no Matsubara de Cambará e no Coritiba. E melhor: foi campeão da Copa do Imperador, um dos torneios emblemáticos e respeitados no Japão. “Os japoneses têm um grande admiração pelos brasileiros, especialmente Zico. Quando chegamos ao Japão, era semiprofissional. Depois começou o Campeonato Profissional, a J League. Fui campeão da Copa Imperador, igual a Copa do Brasil, muito importante por ser do Imperador. Foram cinco anos muito bons que eu passei. Tenho amizades lá até hoje”.

Matsubara, o Japonês do Norte Pioneiro
Nenhum clube brasileiro tem tanto de Japão em sua história quanto o Matsubara de Cambará. A equipe fundada em 1974 ganhou renome por iniciar a prática de intercâmbio de garotos japoneses que vinham ao Brasil para aprender futebol. Tornou-se na década de 1980 uma agremiação inovadora, pois construiu um dos primeiros centros de treinamento de futebol no Brasil. Nessa época era comum os clubes treinarem para os jogos em seus próprios estádios e em campos espalhados pelas cidades. Apelidado de Japonês do Norte Pioneiro, o Matsubara carrega o nome de uma família de descendentes de japoneses estabelecida no Brasil. O clube na década de 1980 fez mais de uma excursão ao Japão, onde os atletas foram recebidos inclusive por autoridades asiáticas. O maior ídolo da equipe é Kazu, que em 1986 foi campeão da Copa Brasil Sul pelo Verdão Algodoeiro. Nem por isso o Japonês do Norte Pioneiro deixou de ser uma equipe com DNA brasileiro. Principalmente nas categorias de base. Uma década após a fundação, já era comum ver jogadores do clube atuando pela Seleção Brasileira de Novos. Destacam-se, por exemplo, Newmar Sacks (campeão mundial pelo Grêmio-RS em 1983), Souza (capitão da Seleção Paranaense campeã brasileira de juniores em 1984 e atleta da Seleção Brasileira de Novos), Luciano (campeão mundial de juniores pela Seleção Brasileira de Novos em 1985) e Djalma Baia (nome cativo na Seleção Brasileira de Novos na década de 1980, contratado com destaque pela Portuguesa-SP, mas que faleceu precocemente). Todos eles ao menos com algum grande feito no futebol nacional. O Matsubara também foi a primeira equipe paranaense a participar das semifinais da Copa São Paulo de Juniores, em 1980 e 1988. Marca igualada pelo Londrina em 1994 e superada pelo Athletico Paranaense que foi finalista em 2009.

*Acervo Lessa

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