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quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Justiça Federal condena várias pessoas envolvidas com Oscip do Paraná, inclusive mulher de conselheiro do TC

Por Cláudio Osti
Justiça Federal condena várias pessoas envolvidas com Oscip do Paraná, inclusive mulher de conselheiro do TC

da Gazeta do Povo

A juíza federal Gabriela Hardt, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, condenou oito pessoas ligadas ao Instituto Confiancce, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que por quase uma década firmou parcerias e convênios com dezenas de prefeituras do Paraná, prestando serviços, principalmente, na área de saúde.

Responsável pelo Instituto Confiancce, e também pela Oscip Instituto Brasil Melhor (IBM) e pela empresa Med-Call Sul Serviços Médicos, Cláudia Aparecida Gali foi condenada a 19 anos e 2 meses de reclusão, além de multa, pelos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e frustração a direitos trabalhistas.

A sentença, assinada no último dia 27, é resultado de uma denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) na esteira da Operação Fidúcia, deflagrada em 12 de maio de 2015. Cálculos da Controladoria-Geral da União (CGU), que ajudou na investigação, apontam que mais de R$ 24 milhões de dinheiro público foram desviados através das duas Oscips e da empresa Med-Call.

Parte dos recursos desviados é da União. Com base em dados do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), a CGU mostrou que, entre os anos de 2005 e 2013, as Oscips Instituto Confiancce e IBM receberam ao menos mais de R$ 355 milhões, dos quais mais de R$ 62 milhões são recursos federais.

Ex-funcionária do Instituto Confiancce, Keli Cristina de Souza Gali Guimarães, que é sobrinha de Cláudia e mulher do conselheiro do TCE Fernando Guimarães, também está entre as oito pessoas condenadas. (leia mais)

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

Sobre o editor
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