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Cláudio Osti

E se Lula desistir de ser candidato à reeleição?

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E se Lula desistir de ser candidato à reeleição?

A equipe de articulação do PT já está fazendo alguns testes para ter um nome caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desista de ser candidato à reeleição.

Três nomes já foram testados: Fernando Haddad, o ex-ministro Camilo Santana e o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Segundo a colunista de o Globo Thais Oyama, como tudo na vida há os prós e os contras para cada nome.

Fernando Haddad, além de ter participado do atual governo, fazendo um trabalho importante como Ministro da Fazenda, ainda tem o recall de 2018 quando foi para o segundo turno com Jair Bolsonaro. Porém, o partido perderia um combatente importante no estado de São Paulo, já que ele é o principal nome na disputa pelo governo de São Paulo contra o atual governador Tarcisio de Freitas.

Já o ex-ministro da Educação Camilo Santana, muito elogiado pelo trabalho que desenvolveu na pasta, é ainda desconhecido fora do seu estado, o Ceará, e seria preciso uma campanha maciça para que ele conquistasse as demais regiões e o tempo seria muito curto para isso. Além de que, se disputar a eleição para presidente, ficaria de fora do embate no Cerará contra o candidato Ciro Gomes.

Com relação ao vice, Geraldo Alckmin, que já foi governador de São Paulo, poderia angariar votos em especial nos setores mais moderados e no bloco do centro. O problema central dele, neste caso, é que Alckmin é filiado ao PSB, cujo número de urna é o 40. Como explicar para os filiados petistas que eles devem trabalhar para eleger alguém que não seja o do número 13, marca registrada do petismo nos últimos 40 anos?

Enquanto a indecisão continua, o tempo vai passando.

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4 comentários

  • Independente de quem seja, tem alguns estratos do eleitorado que votariam num cone de trânsito se o Painho mandasse: dependentes de benefícios de transferência de renda (ou seja, o nordeste inteiro e mais os bolsões de pobreza), estudantes do 2º grau e universitários (especialmente de humanas), professores, sindicalistas e bandidos.

    De resto, acho que o que seria mais bem aceito seria o Alckmin. O Haddad tem o legado de Taxxad que faria meio mundo torcer o nariz pra ele, e o Camilo Santana não é ninguém fora de Xibiu da Cabrita – CE.

  • Jordão Bruno

    Realmente o Partido dos Trabalhadores (PT) está em outro patamar. Mais do que defender exclusivamente uma pauta trabalhista, o partido não descarta a ideia de apoiar outros candidatos não petistas desde que seja para livrar o Brasil de um governo neoliberal, entreguista e golpista. Na impossibilidade remota de Lula não poder se candidatar à reeleição, o PT e seus aliados devem ter um plano B. Aliás, com a corrupção no Banco Master envolvendo líderes em peso da direita e da extrema direita, principalmente, corruptos do entorno do senador Flávio Rachadinha, não duvido de que o atual candidato seja rifado antes mesmo das convenções partidárias.

  • Zezinho da Silva

    Para desespero dos corruptos do centrão e da extrema direita bolsonarista, Lula será candidato, vencerá a eleição e a Polícia Federal continuará seu trabalho constitucional e eficiente no combate à corrupção e ao crime organizado. Dá até pra imaginar o desespero daquela família e seus aliados ao lerem essa informação: “Apreensões de dinheiro vivo e confiscos pela PF aumentam 36 vezes em três anos”. Tá ficando difícil para o pastor Sóstenes e Flávio Bolsonaro, entre outros, continuarem “trabalhando” com montanhas de dinheiro vivo.

  • Resumindo: sem o descondenado a falsa imagem de partido que defende os trabalhadores estará enterrada.

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