A Copel vai colocar R$ 100 mi na Sercomtel ou vai pedir para ser incluída fora dessa?

A telefônica Sercomtel já definiu o caminho mais perto para sair do buraco: quer porque quer que a Copel – sócia minoritária da empresa – faça um aporte considerável para que ela continue sobrevivendo.

Hoje haveria uma nova reunião em Curitiba para discutir o assunto e amanhã uma outra com os mandantes da Copela para mostrar o tamanho do espeto e ver se os caras topam entrar, mais uma vez, com dinheiro limpo na barca.

Na reunião com Richa no final de semana e ontem com o presidente da Copel, Antônio Sérgio Guetter, foi colocado na mesa o seguinte: o passivo da Sercomtel chega aos R$ 300 milhões. Se ela fechar, a Copel vai ter que desembolsar quase R$ 150 milhões e a prefeitura de Londrina um pouco mais do que isso pra baixar as portas.

Por isso, a Copel, com módicos “100 milhões”, pode ajudar a manter viva a empresa.

Ocorre que a decisão tenderá a ser mais política do que técnica e isso pode ser o calo na conversa pois a Copel tem vários acionistas, além do governo do Paraná. A Copel já tem uma empresa de telecomunicações que oferece banda larga em vários municípios. Aliás, concorre com a própria Sercomtel em alguns serviços. E é aí que fica a pergunta dolorida: Por quê então a Copel vai querer colocar mais dinheiro bom numa empresa que está patinando há uma década se ela já tem a sua própria empresa de telecomunicações?

Na quinta-feira a Anatel Agência Nacional de Telecomunicações tem uma reunião agendada com os diretores da Sercomtel. E espera que seja entregue a eles um plano consistente de recuperação, caso contrário ameça fechar o boteco na administração Marcelo Belinati, o que seria um carimbo eterno para quem é político de carreira.

14 comentários em “A Copel vai colocar R$ 100 mi na Sercomtel ou vai pedir para ser incluída fora dessa?

  • 22/08/2017, 14:08 em 14:08
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    A Sercomtel tenta buscar dinheiro tanto no mercado financeiro (sem conseguir) como junto a Copel desde 2015.

    Release de março daquele ano:

    Aporte, captação de recursos no mercado e expansão

    Este mês, o Conselho de Administração (CAD) da Sercomtel irá solicitar aos sócios – Município de Londrina e Copel – o aporte de R$ 15 milhões. Esta é a segunda parcela do aporte de R$ 30 milhões solicitado em junho de 2013. Em 2014, os acionistas deliberaram por um aporte de capital de R$ 15 milhões, por meio de aumento de capital. O Município integralizou sua parte através do repasse de terrenos e a Copel por meio de aporte financeiro. Apenas R$ 6,5 milhões entraram no caixa da Sercomtel, uma vez que os terrenos não foram alienados.

    Segundo Schneider, o objetivo maior do pedido da segunda parcela do aporte é a regularização do fluxo de caixa da Sercomtel. Por outro lado, a Sercomtel também pretende pela primeira em sua história captar recursos no mercado. “O setor das telecomunicações exige investimentos contínuos e é normal que isso aconteça por meio de terceiros”, afirma o presidente, acrescentando que a Sercomtel planeja equilibrar os investimentos com recursos próprios e com os de terceiros.
    “Os investimentos de terceiros vão auxiliar a Sercomtel a gerar novas receitas, que ajudarão a pagar essa captação de recursos e, ao mesmo tempo, aumentar o faturamento total da empresa”, defende Schneider.

    Segundo ele, o CAD aprovou que de 20 a 30% dos novos investimentos sejam feitos com recursos de terceiros. “Hoje, apenas o caixa da Sercomtel não faz frente para manter a qualidade dos serviços prestados em Londrina e para aumentar a quantidade de clientes nas demais cidades do Paraná, nem para a oferta de novos produtos”, explica.
    Na opinião de Schneider, o resultado positivo do balanço financeiro de 2014 deve abrir portas para a Sercomtel no mercado financeiro. Até agora, os sucessivos balanços negativos afastavam a possibilidade de se captar recursos de terceiros.
    A operadora está estudando duas possibilidades: a emissão de debêntures não conversíveis em ações ou uma operação estruturada lastreada em fundos de direitos creditórios (FDIC).
    Até o fim deste semestre a Sercomtel quer dar andamento a uma dessas duas possibilidades. “Com certeza iremos optar por aquela que proporcionará maior segurança, levando em consideração o atual momento da empresa e a conjuntura hoje do País”, diz Schneider, informando que a operadora pretende captar no mercado entre R$ 50 milhões e R$ 70 milhões.

    Observação: o Balanço de 2016 veio negativo e os resultados acumulados já somam 200 milhões de prejuízo.

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  • 22/08/2017, 17:08 em 17:08
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    Então, por isso sou a favor da privatização da Sercomtel já. Se não der pra privatizar, então é melhor fechar as portas, deixar morrer de inanição. O prejuízo para o cidadão pagador de imposto seria menor… Londrina agradeceria.

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  • 22/08/2017, 17:44 em 17:44
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    É uma piada essa administração, assessora comissionada que recebe para postar resposta em blog….. em todos os assuntos que mencionam Sercomtel….. que piada e disperdicio de recurso….. em tese, necessitando de dinheiro para sobreviver, e gastando dinheiro em cargos comissionados.

    Não tem milagre para essa empresa, quadro de funcionários extremamente inchado, não existe empresa que está no mercado de concorrência que sobreviva com o inchaço e nomeações políticas…. a melhor solução é privatizar.

    Orgulho Londrinense de ter a Sercomtel como empresa municipal??? Depois de anos de desmando e escândalos de corrupção?? Só os mais saldosistas mesmo! População não é idiota, dinheiro público deve ir para saúde, seguranca e educação. Não faz sentido a prefeitura “carregar” essa empresa com a justificativa de impulsionar e fomentar negócios na cidade.

    Se a Copel colocar dinheiro, será uma decisão política. Qualquer pessoa, até mesmo sem conhecimento do mercado, sabe que não é viável colocar 100 milhões na Sercomtel. É dinheiro perdido. Copel possui governaça e ações listadas na bolsa, esse aporte não será aprovado. A Copel já possui uma empresa de telecomunicações, que aliás, é a queridinha do mercado no Paraná, pela qualidade dos serviços que presta, inclusive reclamam que ela não está presente em Londrina.

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  • 22/08/2017, 18:17 em 18:17
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    Essa Carla que vive postando, por acaso é aquela abnegada que prestou serviço de assessoria voluntária na Sercomtel até sua nomeação em maio??????
    Tanto é que nos cinco meses só usava crachá de visitante. Será que o Adati pagou o alto salário da moça do próprio bolso? Essa é a pergunta que não quer calar nos corredores da empresa, visto que trabalhar de graça é coisa de relógio. Vamos torcer para que isso não se transforme em mais uma das dezenas de ações trabalhistas que vem pipocando.

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    • 23/08/2017, 15:35 em 15:35
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      Caro anônimo, não prestei trabalho voluntário. Não tenho ficha corrida policial, por isso não me escondo no anonimato. E não entrarei com ação trabalhista, porque não tenho motivos reais pra isso, não é do meu feitio e a Sercomtel, enquanto patrimônio da cidade, não merece esse tipo de prática que vem destruindo a empresa.

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  • 22/08/2017, 18:48 em 18:48
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    Sercomtel, já foi destaque a nível nacional mas hoje não passa de uma massa ultrapassada, falida tanto que se posta a venda duvido que alguma empresa de telefonia tenha interesse na carteira de clientes. Os serviços hoje prestados pela empresa, telefonia móvel, internet, telefonia fixa, você encontra aos montes andando pelo calçadão.
    Tudo tem seu tempo, tudo………. desapeguem.

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  • 22/08/2017, 20:08 em 20:08
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    R$ 15 milhões é bastante dinheiro, mas não podemos esquecer dos empréstimos mandraques feitos pela Sercomtel à prefeitura de Londrina (R$ 20 milhões atualizados) e da venda fraudulenta das ações (R$ 30 milhões atualizados), ambos datados de 1998: dinheiro que engordou campanha política de muita gente aí…

    Um problema grave na Sercomtel hoje é que cada prefeito que entra coloca seus correligionários como assessores lá dentro – gente que muito agrega à politicagem e que pouco agrega ao core business da companhia.

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  • 22/08/2017, 21:03 em 21:03
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    A COPEL não pode sair de fininho, ela é solidária em tudo que aconteceu de ruim na empresa, principalmente na má gestão, e distribuição de sinecuras desde que se tornou sócia. Deveria ter pulso é nunca teve, mesmo na administra do Barbosa Neto, que só protagonizou escândalos, como s prisão de diretor e afastamento do presidente determinado pelo MP.

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  • 23/08/2017, 07:14 em 07:14
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    Mateus, o que tem haver pagamento de impostos com a venda ou não da venda da Sercomtel. Tú é burro ou só falta a pena para ser?

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  • 23/08/2017, 08:39 em 08:39
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    nada mais que um cabidaço de emprego para os desempregados e pagando bem……

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  • 23/08/2017, 11:31 em 11:31
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    vendam essa joça! ao inves do prefeito se preocupar com urbanismo, inovações, atrás de investimentos significativos, fica resolvendo pendencia de ”estatal de telefonia falida”

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  • 23/08/2017, 19:37 em 19:37
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    O passado no presente, quanto mais mexe, mais cheira. Impressionante como a verdade incomoda e altera o humor das pessoas, parece uma rpm crônica. Mas o tempo vai mostrar.

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  • 27/08/2017, 08:49 em 08:49
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    Pois é Carlinha, o Trindade cravou os dentes na jugular, está corretíssimo sua observação. Lamentável é que quem deveria falar esta calado O que acontece com os funcionários? Será que estão acuados?

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