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Cláudio Osti

Blog Contraponto denuncia: TCE pagava salário de empregados do conselheiro

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Do Blog Contraponto

O Ministério Público cobra dos herdeiros do falecido conselheiro do Tribunal de Contas Quielse Crisóstomo da Silva e da empresa Higi Serv a pequena fortuna de R$ 3.052.780,00. Por quê?

Tudo começou em 1996 quando o então conselheiro mandou incluir na folha da Higi Serv três funcionários para lhe prestar exclusivamente serviços particulares, como motoristas e como serviçais em suas fazendas. A conta, no entanto, era paga pelo Tribunal de Contas, que mantinha contrato de terceirização de mão-de-obra com a empresa Higi Serv.

Quielse morreu em 2006. De 1996 até a data da morte do conselheiro, os empregados nunca compareceram ou assinaram ponto no Tribunal de Contas. Supervisores de controle de frequência destacados pela Higi Serv eram orientados a fazer vistas grossas para o desvio de finalidade.

O resultado é que, por dez anos, três empregados colocados à disposição exclusiva de Quielse recebiam salários pagos por meio dos contratos firmados entre o Tribunal de Contas e a Higi Serv.

Feitos os cálculos, o Ministério Público concluiu que mais de R$ 3 milhões de recursos públicos alocados no orçamento do Tribunal de Contas foram desviados em proveito pessoal do conselheiro e da própria Higi Serv, que recebia parte dos valores a título de remuneração pela administração de mão-de-obra.

Caracterizada a prática de improbidade, o MP ingressou com uma ação civil pública numa das Varas da Fazenda Pública de Curitiba para que sejam ressarcidos ao Estado os recursos desviados. São apontados como reus o espólio do conselheiro Quielse Crisóstomo, a empresa Higi Serv e dois de seus supervisores, que nada fizeram para impedir a continuidade do ilícito por dez anos.

O Ministério Público pede à Justiça a decretação de indisponibilidade de bens dos reus para garantir, até o julgamento do mérito da ação, o ressarcimento dos prejuízos.

Este Contraponto abre espaço para a defesa dos reus se dele quiser fazer uso.

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1 comentário

  • sandro augusto dos santos

    Um elefante branco que deveria acabar no Brasil, infelizmente este cabide de emprego para os políticos consta na nossa Constituição Federal. Deveria fazer um movimento para acabar com esta farra. Até o municipio de São Paulo tem Tribunal de Contas, um absurdo.

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