Em jogo cheio de emoções, Londrina despacha o Maringá, mais uma vez

Jogadores do Londrina comemoram mais uma vitória em Maringá. Foto Robson Vilela/site do LEC

Que jogo mais maluco foi o de ontem entre o Londrina e o Maringá, no Estádio Willie Davids. São essas partidas que transformam o futebol em desconcertantes emoções.

Desta vez, era para dar tudo errado e acabou dando certo.

O time do Londrina, mais uma vez, estava confuso em campo. Porém, aos oito minutos achou um gol com Roni Dias. Foi o único chute a gol do LEC no primeiro tempo. Para quem precisava vencer a partida, fala sério, é um número miserável. E olhe que o time entrou em campo com três atacantes: Arthur, Neilson e Paulinho.

Enquanto isso o Maringá, melhor em campo, fez uma pressão danada durante todo o primeiro tempo.

O jogo estava muito tenso. E, mais uma vez, aquela tradicional infantilidade que tem sido costumeira no azul celeste.  O lateral Allan Vieira, que já tinha um cartão amarelo por reclamação, foi expulso aos 22 minutos ao fazer uma falta besta no maringaense Gerônimo. Tomar cartão, em jogo decisivo, por reclamação é para acabar com a paciência do torcedor. O técnico Tencati precisou recompor a defesa. Trocou o atacante Neilson, que não havia se explicado em campo ainda, pelo lateral Lino.

O Londrina conseguiu segurar a onda até o final do primeiro tempo, com o goleiro Vitor fazendo ótimas defesas.

E no segundo, mais emoções. O Maringá empatou a partida com Edmar, aos sete minutos, de cabeça. Quando todos imaginavam que o Tubarão iria para o brejo, já que o empate garantia o Maringá na semifinal do Paranaense, o time londrinense reagiu, mesmo jogando com um a menos desde o primeiro tempo, equilibrou a partida, criou oportunidades, e Diogo Roque, numa arrancada maravilhosa, avançou para a área do Maringá, e, mesmo desequilibrado, conseguiu bater para o gol. A bola foi preguiçosamente para o fundo da rede, para o desespero do goleiro Tadeu.

Nos pênaltis, haja coração.

O primeiro a bater foi o experiente Germano, para o Londrina. Cobrou mal e Tadeu defendeu.

Mais uma vez a sensação de que o Tuba iria para o brejo.

Mas, depois das cobranças acertadas de Rodrigo Dantas, Edinho e Rafael, para o Maringá, e Dirceu, Arthur e Leo Maringá para o Londrina, o goleiro Vitor viu sua estrela brilhar novamente e defendeu o chute de Danilo Rios. Na cobrança derradeira, Max, do Maringá, bateu na trave abrindo o caminho para o Tubarão seguir para a semifinal.

 

 

 

 

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