Histórias do Naym: “Corinthiano não trai Corinthiano”

Quem não conheceu em Londrina o já falecido engenheiro civil Américo Sato?

Pois bem. Ele já aposentado frequentava um boteco no Bairro das Mercês, em Curitiba. E eu também. Ele gostava de contar histórias do passado e ouvia atentamente. Todas muito interessantes.

Falava-me o Sato que quando estudava na Faculdade de engenharia de Curitiba jogava futebol amador, na década de 40. Era goleiro. Todo ano tinha campeonato interfaculdades. Eis que surge a decisão final entre engenharia x direito. A engenharia jogava pelo empate pra levantar o caneco.

Os acadêmicos de direito para reforçar a equipe foram buscar em São Paulo um estudante chamado Hércules que vinha se destacando no Corinthians como goleador.

Minutos finais, 0x0 no placar o árbitro marca pênalti a favor dos futuros advogados. Quem ia bater? Lógico, o Hércules. Américo Sato sai do gol, vai até o batedor de pênalti e fala no seu ouvido: “corintiano não trai corintiano; onde você vai colocar esta bola”? – “no canto direito”, respondeu e assim foi. Sato foi lá, defendeu o pênalti e a engenharia venceu o torneio.

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