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sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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O tema Pombas está de volta às mídias de Londrina

Por Cláudio Osti
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O tema Pombas está de volta às mídias de Londrina

O novo Secretário de Ambiente de Londrina, Gilmar Domingues, servidor público com passagens pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina, disse em entrevista à Folha de Londrina que em último caso a Secretaria pode adotar o extermínio controlado dos pombos que frequentam o Bosque da cidade.

A história comprova que não há soluções mágicas. O problema das “amargosinhas”, relembra o jornalista Alexandre Sanches, começou a piorar no governo Nedson, lá no início dos anos 2000. Após buscar diversas soluções, chegou-se à decisão de abate controlado dos pombos, com autorização ambiental.

No entanto, uma ONG ambiental do Rio Grande do Sul, se não me falha a memória, entrou com ação no TRF4, em Porto Alegre, brecando está medida.

Desde então não conseguiram achar uma solução adequada para este problema.

E olha que foram testadas muitas delas. De aplicação de produto biológico para provocar desconforto quando as pombas pousam nas árvores; iluminar o bosque à noite atrapalhando o sono das danadas; e, mais recentemente, o uso de um canhão de ar que provoca um barulho enorme, que ajuda, mas arrebenta com a paciência da vizinhança.

Há várias teorias sobre a concentração de pombas no bosque – curiosamente Londrina tem inúmeros vales e não se percebe tantas pombas assim nestes espaços.

Entre elas o fato de que a região do entorno de Londrina se transformou em áreas de cultivo de soja e em outros momentos cana de açúcar, reduzindo a oferta de alimentos para estas aves.

Há também a transferência dos macacos que viviam no Bosque e se refestelavam com os ovos que encontravam por lá. E ainda uma boa quantidade de moradores que são vistos no Bosque e no entorno distribuindo milho para as aves diariamente.

O problema óbvio, é sério, pois o mau cheiro é intenso no local, infernizando a vida dos moradores do centro há duas décadas.

Mas será interessante observar quais as novas alternativas que serão aplicadas para resolver o problema, ou pelo menos tentar.

 

Gostou? Mande para quem acompanha o assunto.

Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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