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quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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TCGL em greve. Muita gente sem ter como ir trabalhar

Por Cláudio Osti

E os ônibus da Empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina não estão circulando hoje. Motoristas entraram em greve devido ao atraso no pagamento dos salários.

Veja a nota conjunta da Grande Londrina e da Londrisul

“As OPERADORAS do transporte coletivo urbano de passageiros de Londrina, que executam um serviço público essencial a nossa comunidade, vem esclarecer a seus colaboradores, seus clientes e a toda a comunidade londrinense, a triste realidade enfrentada que gerou a impossibilidade do cumprimento do prazo de pagamento dos salários de março de 2021 de seus profissionais.

Desde o início da pandemia trazida pelo COVID-19, em março de 2020, o sistema de transporte coletivo vem sofrendo com a queda brutal da arrecadação, embora as OPERADORAS tenham continuado a manter a prestação dos serviços à comunidade, arcando não somente com os custos do sistema – que é PÚBLICO – , mas igualmente em plena observância de todas as determinações das autoridades públicas no que diz respeito aos protocolos e medidas sanitárias recomendadas pela OMS e a todas as determinações da CMTU, com vistas a realizar uma operação visando a se manter o distanciamento social no transporte.

Agora, passados 14 meses de pandemia, a capacidade econômico-financeira das OPERADORAS, infelizmente se esgotou, não havendo mais recursos para o implemento de suas obrigações, em que pese, em processo administrativo, o Poder Público reconhecer a existência do desequilíbrio e de valores a serem restituídos às OPERADORAS.

Frise-se que ao longo deste período, as OPERADORAS alertaram o Poder Público – que é o responsável e o ‘dono’ do transporte urbano – sobre a necessidade de suporte econômico, apontando mensalmente o desequilíbrio, que fez com que as mesmas necessitassem recorrer a empréstimos bancários vultosos a fim de possibilitar a continuidade de suas atividades e honrar suas obrigações, vez que a arrecadação é muito inferior ao necessário para a manutenção do sistema.

Diante dessa dramática situação, as OPERADORAS, que são meras prestadores de um serviço público essencial, encontram-se sem condições de honrar com suas obrigações, dentre elas a folha de pagamento de seus colaboradores, o que culminou em mediação presidida pelo Ministério Público do Trabalho, a qual, mesmo suspensa, poderá ser retomada a qualquer momento, na medida em que se acredita na busca de soluções pelo Poder Público, que reconhece o desequilíbrio econômicofinanceiro imposto às OPERADORAS pela pandemia que se arrasta há quase 14 meses.

Gostou? Mande para quem acompanha o assunto.

Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

Sobre o editor
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2 comentários

  • Marcos Antônio Tolomeu

    E agora Sr. Prefeito Marcelo Belinatti e CMTU, o que vão fazer. o serviço e de vcs, eles são tercerizados, e se eles pararem de atender a cidade de vez, vamos ficar sem locomoção pros trabalhadores e vai ser mais uma despesas nas costas dos empresários.

  • Somos Todos Cunha

    Ufa! Pelo menos não vamos ter por alguns dias (espero, por muitos) o transporte coletivo espalhando coronavírus na cidade.

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