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terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Eleições de meio de mandato viram plebiscito sobre Trump

Por Marcos Cesar Gouvea
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Eleições de meio de mandato  viram plebiscito sobre Trump
Donald Trump departs Trump Tower two days after FBI agents raided his Mar-a-Lago Palm Beach home, in New York City, New york, U.S., August 10, 2022. REUTERS/David 'Dee' Delgado

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, nesta terça-feira, que geralmente servem para um plebiscito sobre o presidente, adquirem contornos dramáticos para o errático republicano Donald Trump. As chamadas midterms normalmente julgam o gestor da Casa Branca depois de dois anos de mandato. Os eleitores costumam votar no partido oposicionista, num ato de busca de equiĺibrio entre os poderes.

Um Congresso de oposição serve para conter os excessos do presidente. No caso de Trump espera-se a vitória do Partido Democrata, especialmente porque ele tem governado ignorando o Congresso, desdenhando das decisões da Corte Suprema e da imprensa independente.

Os eleitores vão renovar a totalidade da Câmara e um terço do Senado. Vários Estados também vão eleger novos governadores em meio a muita tensão devido a conflitos entre os partidos e entre a Casa Branca e os governos estaduais, que têm grande autonomia.

​Como o presidente ocupa o topo do Poder Executivo, as midterms acabam sendo o canal em que a população expressa seu descontentamento ou apoio em relação aos rumos do país.

Depois de dois anos no poder no seu segundo mandato, Trump será julgado por inúmeras decisões polêmicas, principalmente por medidas na economia que desagradaram inclusive a sua base partidária na qual se apoiou em 2024.

Seu eleitorado esperava medidas para tornar seu dia a dia mais barato e distanciamento do país de caríssimos conflitos internacionais, mas Trump fez justamente o contrário. A vida do norte-americano está muito mais cara do que há dois anos.

E esses são apenas dois pontos da sua gestão. Egoísta e narcisista, o republicano passou dois anos se autoelogiando, mentindo e agindo como um ditador, desprezando as instituições democráticas e cometendo crimes que podem ameaçá-lo no futuro, tanto em casa como no âmbito internacional.

​Nos últimos meses Trump tem tentado minar os sistemas eleitorais, que são regulados pelos Estados. Há temores inclusive de ações truculentas e violentas por parte de organismos de segurança federal mirando os eleitores democratas, dissidências republicanas e votos de “minorias” perseguidas no seu mandato, como o voto latino, de afro-americanos, de nativos e outros.

Como tem acontecido em inúmeras democracias ocidentais, o trumpismo tem feito, preventivamente, muitas ameaças infundadas acusando o sistema eleitoral de possibilidade de fraudes, com o objetivo de questionar os resultados em caso de derrota.

As eleições de meio de mandato não atraem o eleitorado como as presidenciais. De tal forma que um fator determinante será a capacidade dos partidos de motivar o comparecimento às urnas. Com a aprovação em seu nível histórico mais baixo, 30%, Donald Trump vai tentar tudo para manter o Congresso sob controle para continuar suas loucuras em casa e pelo mundo. O mundo ocidental torce pelo contrário. Torce por sua derrota que o tornaria um “pato manco”, devidamente enquadrado pelo sistema de freios e contrapesos de uma renovada Democracia norte-americana.

Marcos César Gouvea é jornalista e articulista convidado deste Portal.

Para informações USA.gov – Elections and Voting

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Marcos Cesar Gouvea
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