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quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Polícia Federal vai investigar denúncia de uso de software espião pelo governo do Paraná

Por Cláudio Osti
Polícia Federal vai investigar denúncia de uso de software espião pelo governo do Paraná

Da Carta Capital

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou que a Polícia Federal (PF) investigue uma denúncia sobre o suposto uso político do sistema de inteligência contratado pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR). O mecanismo é conhecido como “software espião”.

O pedido foi feito ao Diretor Geral da PF, Andrei Rodrigues, e cita uma demanda protocolada pelo deputado estadual Requião Filho (PT), líder da oposição ao governo Ratinho Júnior (PSD-PR) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Em outubro do ano passado, o parlamentar pediu ao governo paranaense que explique o uso do sistema utilizado para interceptações telefônicas no âmbito da Diretoria de Inteligência, vinculada à Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Requião Filho cita “o uso político de sistemas de inteligência” no estado e que “o mesmo pode estar ocorrendo com monitoramento e espionagem de parlamentares, magistrados e demais atores políticos”. 

O software usado pelo governo paranaense é conhecido como First Mile e foi contratado por 6,2 milhões de reais. 

A ferramenta já foi objeto de investigação, também em outubro do ano passado: nesse caso, a apuração feita pela PF resultou em uma operação contra servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). 

Dados do Portal da Transparência do Paraná mostram que a contratação serviu para “o fornecimento de equipamentos e licenças de uso para a varredura, detecção, identificação, bloqueio seletivo, localização em tempo real e extração remota e instantânea de conteúdo de dispositivos celulares móveis”. 

O governo Ratinho Jr. nega que o software seja usado de maneira irregular. No último mês de dezembro, o Ministério Público (MP) do estado arquivou uma investigação sobre o tema, fruto, inclusive, de uma demanda de Requião Filho.

O parlamentar questionou, entre outros pontos, o motivo pelo qual uma Diretoria de Inteligência foi criada na CGE. O órgão investigador, por sua vez, considerou que não havia irregularidades.

 

Gostou? Mande para quem acompanha o assunto.

Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

Sobre o editor
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1 comentário

  • Claro que o roedor vai falar que não houve uso irregular do programa espião. Vamos ver o que a Polícia Federal vai falar. Afinal de contas, agora a Polícia Federal não está a serviço de um presidente meliante para proteger sua ninhada também de meliantes.

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