Nesta modernidade em que vivemos, poderia ser criado um aplicativo para traduzir o que os políticos dizem.
Por exemplo: quando o governador Ratinho Jr dizia que iria governar sem os vícios da velha política, poderia ser traduzido como: Vão mudar os parças, não o modus operandi.
Informa a Gazeta do Povo que Ratinho Jr (PSD), escolheu o advogado Rubens Bueno II para responder pelo Escritório de Representação do Paraná em Brasília. A nomeação dele, que é filho do deputado federal Rubens Bueno (PPS), foi publicada na última sexta-feira (15), no Diário Oficial. O escritório do governo do Paraná na capital federal está vinculado à Casa Civil.
Tudo igual no Quartel de Abrantes e no Palácio Iguaçu.





2 comentários
BLOG CONTRA PONTO:
O que há de novo no Palácio Iguaçu
Durante a campanha eleitoral de 2018, o governador Ratinho Jr. conquistou os eleitores ao se apresentar como o “novo” e, se eleito, não repetiria os vícios da “velha política”. Prometia mudar o modelo político do toma lá dá cá um modelo de relacionamento que, na opinião que difundia, não é sadio.
Ratinho explicava: “O novo não é de idade. É de metodologia, de projeto. O Paraná é governado há 40 anos por duas ou três famílias. Eu não venho de nenhuma dessas castas, e eu não as condeno. Colaboraram, ajudaram o Paraná. Mas o fato de eu não ter vindo dessas oligarquias me fez construir um novo time. Eu não fui apadrinhado: tive que construir um time para poder ser uma opção ao Paraná. E isso é novo.”
Passados 47 dias do início do seu mandato, ainda não muito perceptível a novidade que ele disse que traria – pelo menos não em relação às diferenças entre a “nova” e a “velha política” no tocante aos métodos de fazer uma e outra. As nomeações são sintomáticas:
Guto Silva (Casa Civil) e Marcio Nunes (Desenvolvimento Sustentável e Turismo) licenciaram-se de seus mandatos na Assembleia Legislativa para abrir espaço para o segundo suplente, Hussein Bakri, que passou a responder pela liderança do governo.
Na eventualidade de Guto Silva ser forçado a deixar a Casa Civil sob a suspeita de que também recebeu recursos escusos de uma pedageira, Bakri corre o risco de voltar à suplência. Ou então Ratinho terá de convocar um outro deputado para lhe garantir o posto de líder.
Ney Leprevost (Justiça, Família e Trabalho) e Sandro Alex (Infraestrutura) abriu espaço na Câmara Federal para o aliado de primeira hora Evandro Roman e ao suplente Reinhold Stephanes Filho que, como diz o nome, é filho de Reinhold Stephanes, secretário da Administração e Previdência.
Ex-deputados ou candidatos derrotados nas últimas eleições também encontraram abrigo no governo:
Alexandre Guimarães – Assessor Especial
Rasca Rodrigues – Diretor-geral do Desenvolvimento Sustentável e Turismo
Claudio Palozi – Superintendente da ParanaEducação
Luiz Accorsi – Casa Civil
Miltinho Pupio – Casa Civil
Phelipe Mansur – Casa Civil
Natalie Unterstell – Casa Civil
Contam-se também indicações políticas por parentesco/afinidade:
Claudio Stabile (presidente da Sanepar) – coordenador financeiro da campanha de Ratinho
Daniel Pimentel (presidente da Copel) – irmão do vice-prefeito de Curitiba
Rubens Bueno II – Chefe do Escritório do Paraná em Brasília
Coronel Cesar Kogut – diretor do Detran (comandante da Polícia Militar quando do confronto no Centro Cívico em 29 de abril de 2015
Luiz Carlos Borges da Silveira – BRDE
Clecy Maria Amadori Cavet – Diretora da Celepar (tia de Guto Silva)
Elaine Arruda Nunes Gonçalves (Irmã de Ricardo Arruda) – Diretora Imprensa Oficial
David Pancotti – Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos
Rodrigo Pina de Almeida (presidente do PHS) – Casa Civil
Edgar Silvestre (ex-prefeito de Marialva) – Casa Civil
Mikhaella Iatauro (neta de conselheiro aposentado) – SEDU
Alessandra Nunes Arruda Morano (sobrinha do Ricardo Arruda)
Maria Helena Marçal (Governadoria) – sócia da empresa Massa & Massa Comunicação e Marcas, com sede em São Paulo
Há exceções: do secretariado fazem parte dois nomes não familiares aos paranaenses e, por isso, são os “novos” no governo. Para a Educação, veio de Minas Gerais o empresário Renato Feder, dono da gigante de informática Multilaser. Para a Fazenda, Renê Garcia, carioca remanescente do primeiro escalão da petista Benedita Silva, que governou o Rio de Janeiro em 2002. Também veio de fora o presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Fernando Garcia da Silva.
Para outras secretarias foram nomeados antigos membros do grupo do ex-governador Beto Richa, como Norberto Ortigara (Agricultura), João Carlos Ortega (Desenvolvimento Urbano).
Espero que o Ministério Publico tenha por este governo o mesmo respeito que ele tem por nós Paranaenses.