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sábado, 31 de outubro de 2026
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Ratinho Jr, nada de novo no modus operandi político

Por Cláudio Osti
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Nesta modernidade em que vivemos, poderia ser criado um aplicativo para traduzir o que os políticos dizem.

Por exemplo: quando o governador Ratinho Jr dizia que iria governar sem os vícios da velha política, poderia ser traduzido como: Vão mudar os parças, não o modus operandi.

Informa a Gazeta do Povo que Ratinho Jr (PSD), escolheu o advogado Rubens Bueno II para responder pelo Escritório de Representação do Paraná em Brasília. A nomeação dele, que é filho do deputado federal Rubens Bueno (PPS), foi publicada na última sexta-feira (15), no Diário Oficial. O escritório do governo do Paraná na capital federal está vinculado à Casa Civil.

Tudo igual no Quartel de Abrantes e no Palácio Iguaçu.

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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  • Não mudou nada

    BLOG CONTRA PONTO:
    O que há de novo no Palácio Iguaçu
    Durante a campanha eleitoral de 2018, o governador Ratinho Jr. conquistou os eleitores ao se apresentar como o “novo” e, se eleito, não repetiria os vícios da “velha política”. Prometia mudar o modelo político do toma lá dá cá um modelo de relacionamento que, na opinião que difundia, não é sadio.

    Ratinho explicava: “O novo não é de idade. É de metodologia, de projeto. O Paraná é governado há 40 anos por duas ou três famílias. Eu não venho de nenhuma dessas castas, e eu não as condeno. Colaboraram, ajudaram o Paraná. Mas o fato de eu não ter vindo dessas oligarquias me fez construir um novo time. Eu não fui apadrinhado: tive que construir um time para poder ser uma opção ao Paraná. E isso é novo.”

    Passados 47 dias do início do seu mandato, ainda não muito perceptível a novidade que ele disse que traria – pelo menos não em relação às diferenças entre a “nova” e a “velha política” no tocante aos métodos de fazer uma e outra. As nomeações são sintomáticas:

    Guto Silva (Casa Civil) e Marcio Nunes (Desenvolvimento Sustentável e Turismo) licenciaram-se de seus mandatos na Assembleia Legislativa para abrir espaço para o segundo suplente, Hussein Bakri, que passou a responder pela liderança do governo.

    Na eventualidade de Guto Silva ser forçado a deixar a Casa Civil sob a suspeita de que também recebeu recursos escusos de uma pedageira, Bakri corre o risco de voltar à suplência. Ou então Ratinho terá de convocar um outro deputado para lhe garantir o posto de líder.

    Ney Leprevost (Justiça, Família e Trabalho) e Sandro Alex (Infraestrutura) abriu espaço na Câmara Federal para o aliado de primeira hora Evandro Roman e ao suplente Reinhold Stephanes Filho que, como diz o nome, é filho de Reinhold Stephanes, secretário da Administração e Previdência.

    Ex-deputados ou candidatos derrotados nas últimas eleições também encontraram abrigo no governo:

    Alexandre Guimarães – Assessor Especial
    Rasca Rodrigues – Diretor-geral do Desenvolvimento Sustentável e Turismo
    Claudio Palozi – Superintendente da ParanaEducação
    Luiz Accorsi – Casa Civil
    Miltinho Pupio – Casa Civil
    Phelipe Mansur – Casa Civil
    Natalie Unterstell – Casa Civil
    Contam-se também indicações políticas por parentesco/afinidade:

    Claudio Stabile (presidente da Sanepar) – coordenador financeiro da campanha de Ratinho
    Daniel Pimentel (presidente da Copel) – irmão do vice-prefeito de Curitiba
    Rubens Bueno II – Chefe do Escritório do Paraná em Brasília
    Coronel Cesar Kogut – diretor do Detran (comandante da Polícia Militar quando do confronto no Centro Cívico em 29 de abril de 2015
    Luiz Carlos Borges da Silveira – BRDE
    Clecy Maria Amadori Cavet – Diretora da Celepar (tia de Guto Silva)
    Elaine Arruda Nunes Gonçalves (Irmã de Ricardo Arruda) – Diretora Imprensa Oficial
    David Pancotti – Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos
    Rodrigo Pina de Almeida (presidente do PHS) – Casa Civil
    Edgar Silvestre (ex-prefeito de Marialva) – Casa Civil
    Mikhaella Iatauro (neta de conselheiro aposentado) – SEDU
    Alessandra Nunes Arruda Morano (sobrinha do Ricardo Arruda)
    Maria Helena Marçal (Governadoria) – sócia da empresa Massa & Massa Comunicação e Marcas, com sede em São Paulo
    Há exceções: do secretariado fazem parte dois nomes não familiares aos paranaenses e, por isso, são os “novos” no governo. Para a Educação, veio de Minas Gerais o empresário Renato Feder, dono da gigante de informática Multilaser. Para a Fazenda, Renê Garcia, carioca remanescente do primeiro escalão da petista Benedita Silva, que governou o Rio de Janeiro em 2002. Também veio de fora o presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Fernando Garcia da Silva.

    Para outras secretarias foram nomeados antigos membros do grupo do ex-governador Beto Richa, como Norberto Ortigara (Agricultura), João Carlos Ortega (Desenvolvimento Urbano).

  • Espero que o Ministério Publico tenha por este governo o mesmo respeito que ele tem por nós Paranaenses.

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