
O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (23), na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), do leilão do Lote 4 das concessões rodoviárias do Paraná, vencido pelo Consórcio Infraestrutura PR, do Grupo EPR, que apresentou o maior desconto entre os participantes: 21,30% sobre a tarifa básica de pedágio, fixada em R$ 0,1678 por quilômetro. O grupo já administra os Lotes 2 e 6 das concessões paranaenses e ampliará sua atuação com o novo contrato, que abrange um dos trechos mais estratégicos da malha rodoviária estadual.
Como o desconto ultrapassou os 18%, o edital também prevê que a concessionária faça um aporte de R$ 358.215.304,79, que poderá ser utilizado no futuro para novos investimentos.
O Lote 4 abrange 627,52 quilômetros de rodovias que cruzam as regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná, conectando Cornélio Procópio a Guaíra e Maringá a Nova Londrina, com impacto direto em 33 municípios da região, que é considerada estratégica para o escoamento de produtos da agricultura, pecuária e industriais. A previsão é de que sejam investidos R$ 18 bilhões em obras de ampliação, melhorias, manutenção e conservação ao longo dos 30 anos de contrato.
“Montamos um modelo que deu certo, e a prova está aqui, com a importância das empresas que participaram, resultando em grandes descontos para o povo do Paraná”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior logo após o resultado do leilão. “O assunto pedágio no Paraná foi, por muito tempo, uma grande chaga no nosso Estado e, infelizmente, usado de forma demagógica e mentirosa com o povo. Era uma concessão feita lá em 1997, e eu mesmo lembro de como era pagar alguns dos pedágios mais caros do Brasil, sem ver as obras acontecendo e com rodovias em pista simples”, destacou.
O governador destacou ainda que os resultados já estão sendo sentidos. “No primeiro ano dos dois primeiros lotes, já temos mais de R$ 2 bilhões em obras acontecendo. Estamos falando em R$ 60 bilhões em investimentos que vão transformar o Paraná nos próximos sete anos”, afirmou.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, elogiou a condução do Governo do Paraná no novo modelo de concessões rodoviárias e destacou o protagonismo do Estado na modernização da infraestrutura do País. “Parabenizo a gestão do Estado do Paraná e a capacidade de interlocução. O Paraná está comemorando um momento muito exitoso. O Estado conta com a parceria das rodovias estaduais, realizando um modelo inovador para o Brasil. São 3,3 mil quilômetros em uma parceria inédita, já replicada por outros estados, e aqueles que ainda não estão nessa direção precisam seguir o mesmo caminho: mais investimentos públicos e o fortalecimento dos investimentos privados”, afirmou.
O ministro lembrou que, no antigo programa de concessões do Paraná, o Estado recebeu cerca de R$ 7 bilhões em investimentos, enquanto agora, com os seis novos lotes, o valor chegará a R$ 96 bilhões, na maior agenda de infraestrutura da história do Paraná. “Esse novo momento vai levar o Estado a outro patamar. O Paraná, que sempre competiu com Santa Catarina e Rio Grande do Sul para ver quem tinha a melhor infraestrutura, agora vai disputar com São Paulo qual é o estado com a melhor estrutura logística do País”, ressaltou.
O certame faz parte do programa de concessões do Governo do Estado, em parceria com o Governo Federal, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Este foi o penúltimo leilão do pacote de seis lotes que somam 3,3 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais. O último leilão, do Lote 5, está marcado para o próximo dia 30 de outubro.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, destacou que o modelo paranaense de concessões se consolidou como referência nacional. “O modelo Paraná, que hoje é exemplo para o Brasil, teve mais um êxito na Bolsa de Valores, com um desconto superior a 20%, garantindo tarifas menores e grandes obras. Estamos falando de R$ 18 bilhões em investimentos que vão transformar as regiões Norte e Noroeste, com mais segurança e desenvolvimento”, afirmou. Segundo ele, o resultado reforça a credibilidade do Estado. “O investidor sabe que o Paraná oferece um ambiente seguro e um trabalho sério, capaz de construir a melhor malha rodoviária do País”, salienta.
O lote também prevê a construção de novos contornos rodoviários para desafogar o trânsito urbano e melhorar a mobilidade regional. Em Londrina, será implantado o Contorno Norte, com 30,1 quilômetros de extensão, interligando as rodovias BR-369 e PR-445 e beneficiando diretamente o tráfego de carga e o deslocamento metropolitano entre Cambé, Londrina e Ibiporã. Em Maringá, o Contorno Sul terá 19,27 quilômetros e receberá três viadutos do tipo diamante, que permitem acesso direto às pistas laterais, e um viaduto tipo trombeta no entroncamento com a PR-897. Também estão previstos contornos em Nova Londrina e Itaúna do Sul, que facilitarão o deslocamento de veículos pesados e reduzirão o tráfego nas áreas urbanas.
De acordo com o projeto, o Lote 4 ainda contemplará 157 quilômetros de faixas adicionais, 44 quilômetros de vias marginais e 49 quilômetros de acostamentos. As obras incluirão 101 interseções em desnível, um viaduto, uma ponte, 33 retornos e 56 passarelas, além de 59 quilômetros de novos contornos e 50,5 quilômetros de ciclovias. Ao todo, o trecho reunirá mais de uma centena de obras de arte especiais, como pontes e viadutos, voltadas à melhoria da fluidez e da segurança no tráfego.
Em Cianorte, o contrato de concessão prevê um amplo conjunto de obras que vai transformar a mobilidade e a infraestrutura da região, principalmente com a duplicação da BR-323. além de intersecção viárias nos quilômetros 208 e 232, uma nova passagem elevada ao lado do viaduto no km 215 e cinco interseções em formato de diamante distribuídas entre os kms 212 e 227. “A duplicação da 323 vai trazer desenvolvimento para a nossa cidade e para a nossa região. É importante para o escoamento da produção do agro, é importante para todo mundo”, destacou o prefeito de Cianorte, Marco Franzato . A região vai receber também novas pontes sobre os rios Catingueiras e dos Índios, passarelas, vias marginais e ciclovias.
A Agência Estadual de Notícias publicou uma série detalhando as obras de duplicação da PR-323 entre Umuarama e Iporã, duplicação de 114 km da PR-323 entre Maringá e Umuarama, duplicação de 65 quilômetros da BR-376 entre Maringá e Nova Londrina, e os novos contornos de Maringá e Londrina. As grandes obras podem ser detalhadas neste mapa.
A expectativa é de que as obras gerem mais de 157 mil empregos diretos e indiretos.
MAIS BARATO – Além das obras, a concessão garante uma redução nas tarifas de pedágio em relação ao contrato anterior.
Na praça de pedágio de Jataizinho, o desconto comparado com a antiga tarifa reajustada a valores atuais chega a 61%. Nas praças de Mandaguari e Presidente Castelo Branco, os descontos nas mesmas comparações são de mais de 48% e 47%, respectivamente.
Os usuários também contarão com descontos de 5% para pagamentos automáticos via tag e com o Desconto de Usuário Frequente (DUF), que reduz progressivamente o valor do pedágio conforme o uso contínuo do mesmo trecho. Os motociclistas estarão isentos da cobrança.
ETAPAS – De acordo com o edital da concessão, a empresa vencedora fará mudanças nos trechos a partir do primeiro ano de contrato, quando serão eliminados problemas que representem riscos aos usuários, a recomposição da sinalização vertical e horizontal, além da oferta de serviços de assistência, que incluem atendimentos a incidentes e apoio operacional, com ambulâncias e guinchos.
Também cabe à concessionária, serviços de recuperação das rodovias e a operação de sistema de pesagem em movimento, câmeras em pontos críticos e detecção automática de incidentes com o objetivo de monitorar e fazer uma gestão eficaz do tráfego.
PACOTE – As seis concessões do programa rodoviário do Paraná têm prazo de 30 anos a partir da assinatura dos contratos, com investimentos que ultrapassam R$ 60 bilhões, sendo considerado o maior programa rodoviário da América Latina. Ao todo, são 3,3 mil quilômetros de estradas, sendo 1,1 mil quilômetros de rodovias estaduais e 2,2 mil de rodovias federais.
Os dois primeiros lotes estão em operação desde janeiro de 2024. O Lote 1 é operado pelo Grupo Pátria, com investimento previsto de R$ 7,9 bilhões, e o Lote 2, pelo Grupo EPR, com R$ 10,8 bilhões em obras. Já os Lotes 3 e 6 tiveram seus contratos iniciados em abril deste ano, sendo o Lote 3 gerido pelo Grupo Motiva (antiga CCR S.A.) e o Lote 6, também pelo Grupo EPR.
O último leilão, do Lote 5, está marcado para a próxima semana, dia 30 (quinta-feira) também na B3. O edital contempla 430,7 quilômetros de rodovias nas regiões Oeste e Noroeste, com previsão de R$ 11,7 bilhões em investimentos e 238 quilômetros de duplicações.















3 comentários
Professor Toninho
Vi essa matéria da RPC e também não gostei.
Albertina B. Rosa
Impressionante RPC hoje e profundamente inquietante a matéria exibida pela Globo local sobre os novos tempos religiosos em Londrina. Impressionante não pela relevância, mas pela superficialidade. Em vez de promover reflexão sobre a fé e seu papel social, a reportagem se limitou a exaltar templos que mais parecem shoppings de luxo, como se a espiritualidade pudesse ser medida em metros quadrados e iluminação cênica.
Num mundo já dominado pelo culto ao corpo, às roupas e às aparências, agora vemos o culto aos próprios templos. A fé virou espetáculo, e o sagrado foi substituído por vitrines. Milhões são gastos para deixar os espaços “instagramáveis”, enquanto do lado de fora, a população sofre com fome dentro de casa, abandono nos postos de saúde, depressão e vício nas ruas. E as igrejas, que deveriam ser refúgio, se tornam fortalezas de concreto e vaidade.
Jesus nunca pediu palácios. Nunca exigiu colunas de mármore ou telões de LED. Pediu compaixão, pediu acolhimento, pediu que se olhasse para os que mais precisam. Mas hoje, muitos líderes religiosos parecem mais preocupados em erguer impérios do que em estender a mão.
E como se não bastasse, vivemos uma era em que as pessoas já não se falam, tudo é mediado por redes sociais, por filtros, por aparências. A fé, que deveria ser encontro, virou transmissão ao vivo. A comunidade, que deveria ser afeto, virou engajamento.
A matéria da RPC, ao invés de provocar reflexão, reforça esse desvio e celebra o brilho dos templos enquanto ignora o apagamento da solidariedade. A fé deveria ser ponte, não vitrine. E quando o jornalismo se junta à estética vazia, é sinal de que algo está profundamente errado.
Nota zero pra essa reportagem.
Genildo
Faz que nem eu minha senhora, tenha o controle da situação e mude de canal, vc não é obrigado a assistir absolutamente nada que não lhe agrade, não assisto rede aberta de televisão já se fazem uns 15 anos, desde quando um dia fui almoçar na casa de amigos e tive que assistir em um telejornal um politico ladrão tomando banho de pipoca para lavar a alma, mas não fiz critica ou comentário algum.
Repararam que de uns tempos prá cá os comentários dos nos post nada tem haver com o título do post?
Que coisa né………. acho que a sociedade está mesmo doente.