
Governo do Estado, Assembleia Legislativa do Paraná e a bancada federal se uniram para investir R$ 60 milhões para a construção do novo bloco do Hospital do Câncer de Londrina (HCL). O objetivo é fortalecer o atendimento do hospital, que é referência para mais de 160 municípios no tratamento de diversos tipos de câncer. A expectativa é que a unidade também passe a ser referência na realização de transplantes de medula.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou do anúncio, que aconteceu na celebração dos 60 anos da unidade, e destacou a importância do Hospital do Câncer de Londrina para toda a região Norte e o simbolismo do novo investimento. Outra novidade é a instalação de um posto avançado em Santo Antônio da Platina.
“Hoje é um dia de muita alegria. Estamos celebrando os 60 anos de história do Hospital do Câncer de Londrina, junto com a presidente Mara Fernandes, com toda a equipe e com a sociedade. É emocionante ver Londrina mobilizada em torno de um hospital que não atende apenas o município, mas toda a região Norte do Paraná”, disse.
O governador ressaltou que o novo investimento vai ampliar a capacidade de atendimento e reforçar a presença da saúde pública no Interior. “Estamos anunciando, junto com o secretário Beto Preto e nossos deputados, um investimento de R$ 60 milhões para o novo complexo, uma nova estrutura que vai ampliar o atendimento à população. Também estamos ampliando em Santo Antônio da Platina um posto avançado que dará toda uma assistência ao Norte Pioneiro. É um dia de festa e de gratidão”, afirmou.
Ratinho Junior também agradeceu o envolvimento da comunidade e o trabalho das pessoas que contribuem diariamente para o funcionamento do hospital. “Temos que agradecer a todos que colaboram com o Hospital do Câncer de Londrina, em especial aos funcionários e voluntários. Há muita gente que ajuda de forma discreta, sem aparecer, mas que salva vidas todos os dias. Fiz questão de estar aqui em nome do povo do Paraná para agradecer esse momento histórico”, complementou.
Do total do investimento, R$ 30 milhões são do Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), outros R$ 20 milhões são de recursos da Assembleia Legislativa (Alep) e cerca de R$ 10 milhões de emendas parlamentares da bancada federal. O investimento total para a construção da nova unidade será de R$ 88,9 milhões, com o restante a ser captado pelo hospital de outras fontes.
ESTRUTURA – O novo bloco hospitalar terá uma área total construída de 15,8 mil metros quadrados, distribuídos em 14 pavimentos. O projeto foi concebido para integrar e otimizar fluxos de atendimento, garantir segurança assistencial e oferecer mais conforto a pacientes, acompanhantes e equipes de saúde. O novo espaço terá um heliporto.
Ele será construído ao lado da estrutura atual do HCL, em 11 terrenos adquiridos gradualmente pela instituição. A expansão planejada possibilitou a consolidação de um espaço estratégico e unificado, garantindo a viabilidade técnica e urbanística para a construção da nova estrutura hospitalar.
Entre as principais estruturas a serem construídas estão duas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) com 10 leitos cada; uma unidade de Transplante de Medula Óssea (TMO) com 10 leitos e três salas de preparo; um centro cirúrgico com 10 salas para grandes procedimentos; um novo ambulatório clínico especializado; um Centro de Material Esterilizado (CME) integrado ao bloco cirúrgico; e 60 novos leitos de internação distribuídos entre unidades clínicas e cirúrgicas.
O edifício contará ainda com dois pavimentos destinados a futuras ampliações, além de terraço e área de descompressão. A distribuição dos pavimentos foi planejada para otimizar o funcionamento dos serviços: os dois subsolos devem abrigar estacionamento com 30 vagas cada; e no térreo estarão a recepção, áreas de espera e hall principal.
O 1º pavimento reunirá o ambulatório e setores administrativos; o 2º será dedicado ao transplante de medula óssea; o 4º e o 5º pavimentos receberão internações clínicas e cirúrgicas (30 leitos em cada); o 7º será destinado à UTI; o 8º abrigará o CME e o conforto médico; o 9º contará com o centro cirúrgico com 10 salas; o 10º pavimento será reservado à central técnica e áreas de suporte; e o 11º para o terraço técnico e áreas complementares.
Para a gestora executiva e institucional do HCL, Mara Rossival Fernandes, o apoio do Governo do Estado é essencial para que o hospital amplie sua estrutura e continue oferecendo atendimento de qualidade. “Nesses 60 anos, o hospital atendeu 380 mil pessoas. Graças ao Governo do Estado e ao nosso governador, vamos ganhar um presente de Natal com essa nova construção de 15 mil metros quadrados. Isso vai fortalecer o transplante de medula no Norte do Paraná, ampliar UTIs e possibilitar fazer mais cirurgias”, afirmou.
O prefeito de Londrina, Tiago Amaral, ressaltou que o novo investimento reforça o protagonismo da cidade na área da saúde e consolida o hospital como referência nacional. “Isso mostra a nossa capacidade de articulação e a força do hospital. Significa que os londrinenses, os norte-paranaenses e o Brasil vão ter aqui em Londrina uma estrutura ainda mais qualificada e moderna”, disse.
HOSPITAL – Fundado em 1965, o HCL comemora 60 anos de história com o tema “Vamos abraçar o Hospital do Câncer de Londrina”. Entre as ações para celebrar a marca estão um abraço simbólico ao hospital, realizado com colaboradores, voluntários, pacientes, familiares e comunidade, além da distribuição de 6 mil pedaços de bolos à comunidade e um show comemorativo com a dupla sertaneja Antony & Gabriel.
A unidade é referência para 166 municípios do Paraná, atendendo mais de 1,2 milhão de pessoas por ano, o equivalente a 2,5 mil atendimentos diários, sendo mais de 90% deles pelo SUS. A instituição oferece cuidado integral e humanizado, com destaque para sua atuação em tratamentos de alta complexidade e programas de apoio multidisciplinar.















2 comentários
Odete Franco
Sugestão ao prefeito Tiago Amaral.
Uma parte da praça na Rua Silvio Pergoraro, localizada em frente à igreja católica, à escola e ao Maxi, poderia ser doada ao Hospital do Câncer para implantação de um estacionamento destinado às vans e veículos de prefeituras vizinhas, que hoje sobrecarregam o trânsito do bairro.
Outra alternativa viável seria construir uma nova escola no terreno público em frente ao Muffato da Duque de Caxias e, com isso, repassar o espaço atual ao HC. Todas essas ideias já foram repassadas ao ex-prefeito e médico Marcelo Belinati em 2017, mas ele não aceitou dar andamento.
Faltou visão, empatia ou vontade política ?
Fica a dica, Tiago. Ainda dá tempo de fazer diferente.
Segue
Praça Pública para Eatacionamento?
Já não basta o que fizeram com a praça ao lado da Câmara Municipal para virar o inútil Fórum Eleitoral e teve apoio da turma ambiental da tal OAB? Com estacionamento privado para o tal Fórum que ninguém termina em Londrina nem a presidente londrinense ex juíza Lídia Maejima?
Já não basta a doação da praça Santos Dumont para construir o estacionamento privado do Aeroporto de Londrina para a infraero e agora privatizada para a CCR que nos roubou durante 24 anos no pedágio entre Londrina e Curitiba?
Já não deram terreno público para a viação GARCIA construir sua garagem e ainda deram nome da ruela para a família Boiko, hoje os novos donos da empresa? Só faltava ser homenagem ao dono que não pagou aos herdeiros do velho Celso- Mario Luft?
Por que não pegam a antiga garagem na Avenida Celso Garcia Cid?
Já não deram área para o Paliativo do Hospital do Câncer ao lado da UTFPR?
É lá que ele deve crescer.
Chega de fazer remendos nas praças públicas.