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Editor:
Cláudio Osti

Moraes vota pela condenação de empresário londrinense acusado de envolvimento no 8 de janeiro

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Da Carta Capital

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou nesta sexta-feira 27 pela condenação do empresário Pedro Luis Kurunczi a 17 anos de prisão por envolvimento nos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023, em Brasília. Kurunczi é o primeiro réu julgado pela Corte na condição de financiador das ações que resultaram na invasão e na depredação das sedes dos Três Poderes.

Segundo o voto do relator, Kurunczi não apenas financiou, mas teve “participação ativa” na articulação e na mobilização de manifestantes que participaram da insurreição. Ele foi responsável pela contratação de quatro ônibus que transportaram mais de 150 pessoas de Londrina (PR) à capital federal, em 6 de janeiro.

Para Moraes, o empresário foi uma figura central na engrenagem logística do movimento. “Exerceu função indispensável na empreitada criminosa”, afirmou o ministro, que ressaltou ainda o papel de liderança e influência desempenhado por Kurunczi nas redes de organização e financiamento. Mensagens extraídas de seus dispositivos eletrônicos revelaram convocações explícitas para “tomada” do Congresso e apoio à intervenção militar.

O relator também rejeitou os argumentos da defesa, que alegava que os recursos utilizados para o transporte vieram de doações espontâneas em um acampamento montado em frente ao Tiro de Guerra de Londrina. Segundo Moraes, a transferência bancária realizada pela mãe do réu para sua conta pessoal, seguida do pagamento à empresa de transporte, evidencia a tentativa de mascarar a origem dos recursos.

“Não se trata de um mero simpatizante. O réu atuou de forma coordenada, consciente e contínua para viabilizar os crimes praticados. Sua atuação se deu meses antes da ação, com adesão clara aos propósitos antidemocráticos”, afirmou Moraes.

A Procuradoria-Geral da República já havia defendido a condenação do empresário, argumentando que ele contribuiu materialmente para a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e para o golpe de Estado. O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF e deve terminar em agosto, após o recesso do Judiciário.

Kurunczi responde por associação criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado com uso de violência e deterioração de patrimônio tombado.

 

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2 comentários

  • Sandro Augusto dos Santos

    Este cidadão entrou numa grande fria. Acredito que esta condenação será exemplo para os demais malucos, como o próprio mito falou se borrando todo no STF. O extremismo nem de direita, nem de esquerda não é bom. Precisamos buscar um equilíbrio, pois a democracia é o melhor regime para se viver.

  • Raul Barreto

    Como Londrina, de baluarte na luta contra a ditadura militar no século passado, virou um ninho de golpistas defendendo intervenção militar para derrubar um governo eleito legítima e democraticamente e instaurar nova ditadura no país? Alguma coisa maléfica está se espalhando nesta cidade e precisa ser contida. Pelo menos a prisão de um desses comandantes golpistas pelo STF pode ser um bom começo.

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