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Editor:
Cláudio Osti

O ódio nos vencerá?

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do Londrama

Pois bem. Fazemos Comunicação Popular a partir das periferias de Londrina e nesse espaço, sempre propomos reflexões a partir do nosso ponto de vista, das nossas experiências de vida.
Observamos que este final de semana, um senhor foi brutalmente morto na frente de familiares e amigos, em sua festa de aniversário na cidade de Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná. As imagens falam por si só e estão circulando nas redes sociais.
A festa tinha como decoração o tema do Partido dos Trabalhadores e do ex-presidente Lula. O assassino, primeiro ficou intimidando do lado de fora, sendo contido pela própria esposa. Em seguida, volta armado e dispara covardemente a queima roupa no aniversariante, que consegue reagir e também baleia seu algoz.
Devemos lembrar, de algumas frases, proferidas pelo Exmo Sr. Presidente da República, Jair Bolsonaro:
• “Um tiro, ou uma granadinha, mata todo mundo!” (Jair Bolsonaro, se referindo a Lula, 16/05/2022)
• “Tem que fuzilar a petralhada!” (Jair Bolsonaro, em campanha em 2018)
• “O erro da ditadura, foi torturar e não matar!” (Jair Bolsonaro em 2008, 2016 e 20180
• “Morreram poucos. A PM tinha que ter matado uns 1.000.” (Jair Bolsonaro, sobre o Massacre do Carandiru, em 1992)
Poderíamos aqui, elencar milhares de outras frases infelizes e em milhares de outros contextos, que nos alertam sobre a necropolítica instaurada no Brasil: o culto à morte, em desfavor da vida, a violência acima de todos.
Estima-se que 1,5 mi de armas legalizadas, estejam circulando em nosso país. A corrida armamentista é amplamente estimulada pelo governo federal. Somente nos últimos 4 anos, a taxa de crescimento de armas registradas, aumentou em média 60% no decorrer do período.
Um chefe de Estado, ou qualquer outro governante, deve prezar pelo diálogo e zelar pela democracia, nosso bem maior. Mas, infelizmente, não é o que observamos na sociedade brasileira. O acirramento do ódio, promovido por quem deveria apaziguar todos os cidadãos, é visível.
Citamos somente 4 frases, mas poderíamos citar 400, em que o “chefe” da nação estimula e faz coro à violência contra opositores. Não adianta “Marchar para Jesus” de dia e pregar extermínio de adversários a noite né??
Marcelo, era guarda municipal, casado, pai de 4 filhos. Cheio de sonhos e de planos. Que foram brutalmente ceifados por intolerância política. O ódio nos vencerá??

É o Papo Reto Londrama dando a letra!!
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Texto: Alisson Poças
Arte: Manoel Barreto
Revisão: Valmirete Alves/João Paulo Poças

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2 comentários

  • Atribuir a responsabilidade desse homicídio ao presidente Bolsonaro é a mesma coisa que atribuir a qualquer time de futebol a responsabilidade por um crime cometido por um torcedor seu e não estou nem falando de torcida organizada não, me refiro ao torcedor individual, sem vínculos com organizadas.
    Quando questionado se tinha conhecimento da corrupção em seu primeiro governo, o próprio Lula disse que era impossível saber ou ter ter controle sobre 1 milhão de subordinados e devo admitir, que essa é uma das poucas verdades ditas por Lula nos últimos 40 anos.
    A opinião deste leitor é de que o texto acima só não é mais bestial do que o crime ocorrido em Foz do Iguaçu. A posse/porte de armas cresceu substancialmente nos últimos 3 anos no entanto a taxa de homicídios caiu acentuadamente no mesmo período então não se sustenta a tese de mais armas/mais assassinatos por armas de fogo como prega a esquerda.
    Deixo abaixo mais 4 citações para que se acrescente ao rol das outras 400 que promovem, promoverão ou promoveram o acirramento do ódio por quem deveria apaziguar todos os cidadãos.

    “Vai morrer gente”: Gleisi Hoffman – PT.
    “Eles irão apanhar na rua”: José Dirceu – PT.
    “Sem derramamento de sangue não haverá redenção”: Benedita da Silva – PT.
    “Vamos fuzilar os conservadores”: Mauro Iasi – PCB.
    “Vamos fazer uma guerra civil” – CUT

  • Existe até um livro com mais de mil frases horrorosas ditas pelo Bolsonaro.
    “O ódio nos vencerá” já venceu, pois trouxe desunião entre pessoas comuns, a ponto de haver um rompimento nas relações familiares, de amizade, vizinhos, colegas de trabalho…..foi devastador….não sei se tem como recuperar o que se rompeu. Foi uma ruptura severa, cruel.
    Ultrapassou a política.
    Eu creio que a maioria foi afetado com esse ódio. Eu fui, perdi uma amiga que virou bolsominion. Familiares votaram em Bolsonaro, imagine o mal estar.

    O pós-Bolsonaro é a esperança.
    2 de outubro de 2022 é a esperança.

    E o ideal seria que o eleitorado desse um basta nas urnas nesse período de trevas, não reelegendo muitos no Congresso e nas Assembléias Legislativas Estaduais, aqueles que destilam ódio, espalham fake news, negacionistas, anti-ciência e anti-vacina. Não são poucos, integram o CENTRÃO.

    Tenho a impressão que haverá uma renovação no quadro político nessa eleição. Arrisco a dizer 50%. 🙏🙏🙏🙏

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