A flexibilidade ideológica dos políticos paranaenses é digna de um estudo

Se há um político que tem uma, digamos, flexibilidade ideológica, esta figura pode também ser chamada de Marcelo Almeida. Na última campanha eleitoral ele, sócio de uma das maiores empresas de pedágio que esfola o bolso do paranaense, aliou-se a Roberto Requião de Mello e Silva – que disputava o governo do Paraná, sendo derrotado por Beto Richa, e ele próprio, uma vaga ao Senado. Mello e Silva, como todos lembram, esperneava contra as empresas, chamando-as de nomes inimagináveis. Mas, sabe como é. Almeida e Mello e Silva aliaram-se, juntinhos como unha e  carne.

Agora, vejo no blog do sempre inteirado Fernando Tupan, que Marcelo Almeida ingressou no PV de Álvaro Dias.

Marcelo Almeida

O ex-deputado federal Marcelo Almeida deixou o ninho peemedebista e agora faz parte da família verde paranaense. Na semana, Almeida assinou a ficha de filiação do PV e tornou-se o nome do partido para disputar a prefeitura de Curitiba, em outubro. Militantes da causa, há 2 semanas, defendem a candidatura própria nas internas. O grupo constatou que não conseguirá emplacar a vice na chapa do prefeito Gustavo Fruet (PDT). Parte até crítica nas internas a atual gestão que não estaria correspondendo. A posição poderá trazer problemas para Paulo Salamuni, líder de Fruet, Cristiano Santos e Aladim Luciano. Todos integrantes da base aliada.

3 comentários em “A flexibilidade ideológica dos políticos paranaenses é digna de um estudo

  • 05/04/2016, 11:40 em 11:40
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    Esse Álvaro Dia também só se alinha a milionário. Tem aquele dono de faculdade em Maringá que era seu suplente, os atuais suplentes e agora o mega-hiper-gigante filho do CR Almeida. è preciso estudar realmente.

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  • 05/04/2016, 19:32 em 19:32
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    Marcelo Almeida apoiou o amigão de tantas idas e vindas.
    Deve estar aborrecido com o amigo de tantas jornadas que o traiu, né Barbosinha.
    Marcelo gostava de você.. o que houve entre vocês?

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  • 05/04/2016, 21:00 em 21:00
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    Meu amigo, esse caso não é de mera flexibilidade ideológica. É um caso clássico de defesa de interesses econômicos. O pedageiro está seguindo o caminho da lógica. Requião apoia Dilma e, se o golpe não se consumar, a presidente será um obstáculo na intenção do governador prorrogar os contratos de pedágio por mais 30 anos. Caindo a Dilma, a porteira fica aberta para os pedageiros nos explorarem por mais 3 décadas. Então o lógico é Marcelo ficar com o golpista Álvaro Cunha Dias…

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