“Novo” prefeito, velhos problemas

Um estudo de 2018 dos geógrafos Ester Paula Leite Vacario e Gilnei Machado mostra o incrível assoreamento dos lagos Igapó 1, 2, 3 e 4 e a bacia do Cambezinho chama a atenção pelo que apontou o falecido professor da UEL José Queiroz, que calculou a obra da barragem 1 na década de 50 do século passado e disse que o poder público não faz o dever de casa – manutenção (pura e simples): “…

O Engenheiro responsável pela obra Dr. Jose Augusto de Queiroz, durante entrevista concedida a pesquisa, afirmou que obras devem ser realizadas na barragem e em todos os lagos, afirmou ainda que ele mesmo apresentou alguns projetos de benfeitorias que ajudariam no controle das enchentes e inundações dos Lagos, porém, segundo ele, o poder público não se manifestou no sentido de analisar as propostas do engenheiro….”
Daí vem o trecho:
“Uma análise cronológica das intervenções de limpeza dos Lagos Igapó, permite verificar que o “tempo de vida” destes tem diminuído, ou seja, após a década de 1990, com a implantação do Shopping Catuaí e, consequentemente, da Gleba Palhano o processo de assoreamento se intensificou e a capacidade de retenção de água e escoamento diminuiu. …Observou-se que, com relação aos alagamentos ocorridos na bacia, os casos estão ligados as condições do relevo e a má drenagem (bueiros entupidos). As ações necessárias são diversas, desde a melhor conservação dos fundos de vale, de todos os afluentes da bacia, ajustes nas construções das represas, sensibilização ou estabelecimento de normas para que a população em suas construções faça sumidouros que auxiliem na infiltração da água.
Quanto à gestão pública municipal, seria necessário que ela realizasse um serviço de prevenção, particularmente nos locais mapeados pela Defesa Civil, desentupindo bueiros, construindo barreiras de contenção das inundações, estabelecendo planos de infraestrutura que apresentem soluções para os casos de alagamentos e outros.
Porém, a defesa civil municipal não elaborou um plano efetivo de controle de inundações ou alagamentos, ações como o mapeamento de áreas de risco de inundação, a proibição de novas construções em áreas de riscos, elaboração de um sistema de previsão e alerta de inundação nos pontos críticos, a restauração dos rios, restauração das áreas de mata ciliar entre outros planos que devem ser implantados. …”

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