A política brasileira não é mesmo para amadores.
Imagine um candidato, conforme as pesquisas divulgadas até o momento, em segundo lugar, com pequena distância do primeiro colocado, desistir da campanha e retornar para casa e, praticamente, encerrar a sua carreira politica.
Pois bem.
Foi isso que aconteceu com o ex-senador Osmar Dias, do PDT.
Desde que lançou seu nome como pré-candidato, o ex-vice-presidente do Banco do Brasil no governo petista de Dilma Rousseff, Osmar até que tentou.
Carimbado como indeciso pelos adversários, fez de tudo para se desvencilhar desta imagem. Mas os que olhavam a candidatura com algum senso crítico tinham dúvidas se ele levaria adiante a empreitada.
Um dos motivos, o irmão Álvaro Dias, sempre o encobrindo com sua sombra.
Alvaro Dias é um político que nunca, em momento algum de sua longa carreira, formou grupos sólidos. Sempre foi adepto do Eu Comigo Mesmo Sozinho.
Transitou por vários partidos enquanto esses partidos o colocavam como grande líder, expressão maior, etc. Ao menor sinal de que perderia a exposição, mudava de sigla.
Mais uma vez pesou a decisão do irmãozão. Álvaro focado no seu projeto pessoal de ser candidato a presidência da República, em nenhum momento demonstrou que daria apoio a Osmar no Paraná.
Farinha pouca, meu pirão primeiro.
E foi assim que Alvaro Dias participou da convenção partidária do PSD, que tem como candidato ao governo do Paraná o principal adversário de Osmar, Ratinho Jr. Deixando claro sua preferência do momento.
Foi um baque.
Obviamente não foi apenas este o motivo da desistência.
O fato é que, com 35 partidos registrados no Brasil, Osmar Dias só conseguiu atrair para aliar-se ao seu combalido PDT o Solidariedade.
Recusou o MDB, parceiro de outras jornadas, e o PT ao qual servia até recentemente. E não conseguiu, nem de longe, mostrar atratividade em seu projeto para que outras siglas abrissem suas portas.
Só, sem dinheiro para a campanha, sem tempo no horário gratuito, sem a confiança dos próprios correligionários, sem a energia de outros tempos jogou a toalha.
E não adianta sapatear culpando o atual sistema político pois ele se beneficiou e colaborou para manter o sistema. Sempre lembrando que Osmar Dias foi senador por dezesseis anos, foi secretário de estado, etc, etc.
Osmar Dias assumiu a carapuça de indeciso e vacilão.
















3 comentários
risos
http://www.asclaras.org.br/@candidato.php?CACodigo=77455&cargo=3&ano=2010
Nome CGC Doações
Comitê Financeiro Único/Direção partidária 12.205.238/0001-32 R$ 23.206.982,64
Construcoes e Comercio Camargo Correa S/A 61.522.512/0001-02 R$ 5.000.000,00
Décio Paulino
Hoje mais do que nunca as eleições trazem para a arena os compradores e os compráveis. Quem não é comprador nem deve se meter a disputar cargo executivo a não ser por doideira ou por ideologia. Osmar Dias, no PDT, teria que enfrentar máquinas bem “azeitada$ das turmas dos Barros (governo estadual nas mãos), Beto Richa (por ser tucano continua com suas fontes financeiras bem fornidas) e Ratinho (além de dinheiro, tem canais de comunicação que não são desligados durante a campanha).
Regionalino
Muito dinheiro envolvido, mas como desculpa a falta de apoio político.