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3 comentários
Claro que o estado mínimo é possível! É o que o governo Temer já está fazendo. O governo já está entregando as maiores empresas públicas para o setor privado: Petrobras, BB, CEF, empresas de energia… Pra ter menos trabalho (eita governinho vagabundo!) e menos despesas, a turma do Temer está reduzindo verbas para a educação, cultura e saúde. No estado mínimo, que cada um cuide de sua saúde. Quem não tem dinheiro, que morra! Até a previdência vai passar para o setor privado se o governo conseguir aprovar o seu projeto de reforma. Então o estado já está ficando o mínimo desejado pelo entrevistador. Quanto à carga tributária quase zero, o entrevistador também está por fora. Boa parte da população já não paga imposto, sonega quase 100%. Quá! Quá! Quá!
Epa! Vamos trocar “entrevistador” por “entrevistado”…
Estado mínimo no Brasil? Pode até ser possível, mas é cronicamente inviável. Como toda boa república das bananas já temos uma casta de servidores públicos de alto escalão acostumados a vencimentos surreais, muitas gratificações e jornadas de trabalho leves e flexíveis. Isso pra não falar dos políticos, que vivem praticamente em uma dimensão paralela com salários e gratificações absurdas, bizarrices como senadores de aposentando após um mandato com aposentadoria integral e plano de saúde familiar vitalício no Sírio Libanês, governadores recebendo aposentadoria vitalícia, nosso judiciário monstruoso, ineficiente e pagando salários de outro mundo para dinossauros que se sentem deuses, e mais sabe-se lá que outras aberrações. Essa supercasta jamais permitiria o desinchaço do setor público.
Some-se a isso a uma população que se acostumou com o “mas o governo tem que me dar isso de graça” e adora a idéia de políticos aspirantes a Robin Hood (tirar dazelites opressoras para dar para o povo) e dificilmente isso se concretizaria.