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sábado, 31 de outubro de 2026
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Infestação de escorpiões incomodam quem mora perto de cemitérios

Por Cláudio Osti
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Aliás, não é só o cemitério Anchieta em Londrina que está com infestação de escorpiões. O Cemitério João XXIII, próximo ao lago Igapó e que margeia o ribeirão Água Fresca, no centro de Londrina, tem deixado os moradores vizinhos muito preocupados.

Várias casas já foram visitadas por escorpiões, apavorado os moradores. Quem trabalha no cemitério diz que a infestação é grande.

Hoje a própria prefeitura encaminhou informações para que as pessoas fiquem atentas ao bicho. A Secretaria Municipal de Saúde, recomenda que, para evitar a presença do animal, uma das principais dicas é manter terrenos sempre limpos, já que o escorpião gosta de ambientes escuros e úmidos, onde tem comida e água, como restos de material de construção, montes de folhas secas e insetos, como baratas e grilos.
Em Londrina os escorpiões mais comuns são os marrons (Tityus bahiensis), os pretinhos, principalmente do gênero Bothriurus sp, e os amarelos (Tityus serrulatus), um dos mais venenosos. Essa é a espécie de maior perigo em todo Brasil, sendo a principal causadora de óbito, principalmente em crianças de até nove anos.

Tá, e o que a prefeitura de Londrina está fazendo exatamente para reduzir a infestação de escorpiões principalmente nos cemitérios? Pelo jeito, pouco.

Bom, segundo a coordenadora de Saúde Ambiental e Zoonoses, da Secretaria Municipal de Saúde, Sandra Oka, os acidentes geralmente ocorrem quando se manuseia material de construção ou entulho em residências e são mais comuns na primavera e no verão. Em caso de acidente, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que a pessoa lave o local da picada com água e sabão; procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima; se possível capture o escorpião para levá-lo para a identificação da espécie e diagnóstico. Também pode-se aplicar compressas quentes. A compressa fria aumenta a sensação de dor.

A coordenadora explicou que quando a pessoa é picada pelo animal, é fundamental que ela seja avaliada pelo médico, o qual tomará as decisões sobre o tratamento a ser ministrado. “Todas as espécies de escorpião podem inocular veneno pelo ferrão e a gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do acidentado”, informou.

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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