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sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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A doença e o remédio

Por Cláudio Osti
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Paulo Hartung, atualmente sem partido e ex-governador do Espírito Santo por três vezes, fez um diagnóstico sobre a realidade do país, esta semana, que a maioria não tem coragem de assumir:

“Passou da hora de o Estado brasileiro deixar de ser a única solução para tudo. Não somente porque os governos não queiram mais esse perfil, mas porque chegaram ao fim os recursos para tal. Não há dinheiro para que a viúva siga sendo a mãe generosa de todos. União, Estados e municípios estão quebrados e sem de onde tirar um centavo a mais.

Adiante, acrescentou: “Não podemos mais olhar os absurdos das mordomias e do desperdício do dinheiro público, fingindo que não existem, porque não temos mais de onde tirar. Isso tem que acabar.”

Finalizou: “Se não desamarrarmos essa corrente que o Estado brasileiro tem nos pés e não crescermos, vai faltar dinheiro para custear o mais elementar. Se as mudanças não ocorrerem, seremos um arremedo de nação, irrecuperável, muito pior ainda do que já estamos.”

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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  • Paulo Hartung, sem partido mas cabo eleitoral do Luciano Hulk a presidente. Proposta de quem quer ser governo mas não gosta de trabalhar. Enquanto os milionários de um país rico mas com uma população cada vez mais pobre se apegam à proposta do estado mínimo, na Europa, o governo de Berlim vai recomprar seis mil imóveis para frear o aumento do aluguel na cidade. Fosse o Paulo Hartung o chefe de governo de Berlim, certamente diria: “O aluguel em Berlim está alto mas que se dane o morador da cidade”.

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