Este blogueiro estava cá com meu teclado pensando: Quando o deputado Plauto Miró sobe na Tribuna da Assembleia e se coloca como arauto da moralidade, é que deu ruim para o Paraná mesmo.
Como diria o talvez ainda roqueiro Silvio Brito, “Pare o Mundo que eu Quero Descer”.
Miró tem feito isso com certa frequência nas últimas semanas desde que percebeu que não terá todos os cargos que sempre teve na estrutura do Estado. Não eram poucos. Só quando comandava a primeira secretaria estavam em suas mãos cerca de 80 cargos. Isso sem contar inúmeros outros em órgãos do Estado.
Denunciado por improbidade administrativa no caso da Operação Quadro Negro – desvio de recursos de obras de escolas públicas – faz cara de paisagem sobre o tema.
Um experiente da Assembleia diz que Miró raramente fala, e quando o faz, sempre algo está em jogo – para ele, claro. “Quando ele se pinta para a guerra, nada é de graça”, diz um deles.
Foi também assim em 2013 quando Plauto Miró tentou a sinecura mais cobiçada do Estado, ser conselheiro do Tribunal de Contas. Acabou perdendo para Fábio Camargo. Mas não ficou de mãos vazias, ganhou mais espaço no então governo.
Agora alardeia que “sabe tudo, que tem informações de parlamentares”, insinuando que pode derrubar algumas casas.
Há quem considere isso chantagem pura e simples. Há quem diga que é apenas política.
E o leitor pode avaliar e tirar suas próprias conclusões.




