Abre em uma nova aba
quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Publicidade

Quando o apadrinhamento extrapola todos os níveis

Por Cláudio Osti
Quando o apadrinhamento extrapola todos os níveis

Coisas que fazem qualquer cidadão comum se distanciar da política.

Quando Roberto Requião de Mello e Silva foi governador do Paraná pela última vez, indicou o irmão dele Mauricio Requião para ser Conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná.

Ou seja, o mesmo governador que tinha empregado o outro irmão como superintendente do Porto de Paranaguá – de triste memória tantos os rolos descobertos naquela gestão do porto – e o próprio Maurício como Secretário da Educação, emplacou um emprego vitalício para este irmão. Convenhamos. Pode até ser legal. Mas passa longe, muito longe de conceitos como moralidade.

Óbvio que houve contestação.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, indeferiu o recurso do Governo do Paraná e manteve Maurício Requião na cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná.

Sem alarde, o governo paranaense entrou com um pedido de suspensão de segurança para sustar os efeitos da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) — que reconduziu Requião a Corte de Contas.

Gostou? Mande para quem acompanha o assunto.

Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

Sobre o editor
Publicidade

Leia também

1 comentário

  • Tão nefasto quanto o apadrinhamento político são as dinastias políticas nesse País.
    Bolsonaro é o ícone do mau exemplo.
    Do Oiapoque ao Chuí as famílias políticas dominam e empobrece a política, mas com o eleitorado desqualificado que temos nada vai mudar.
    A política é um grade negócio familiar.

Deixe seu comentário