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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Atropelo

Por Cláudio Osti
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Do Celso Nascimento/Gazeta do Povo

O casal Gleisi Hoffmann/Paulo Bernardo – ambos ex-ministros do governo Dilma – respirou mais aliviado desde o depoimento que um estafeta de Alberto Youssef prestou à Polícia Federal no último dia 20. Os nomes dos dois tinham surgido na Operação Lava Jato sob a acusação de que a campanha de Gleisi ao Senado em 2010 recebera R$ 2 milhões em recursos oriundos da corrupção na Petrobras, segundo denunciaram e desmentiram-se mutuamente o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e o próprio Youssef. Ambos falavam que o dinheiro teria sido entregue a um intermediário, diretor de shopping center em Curitiba, encarregado de levar a grana para a campanha de Gleisi. O portador do dinheiro, segundo Youssef, seria um certo Rafael Ângulo, preso pela PF e signatário de um acordo de delação premiada. No depoimento do dia 20, Ângulo negou. Confessou que levou dinheiro para outras pessoas, mas nunca para ninguém que se apresentasse como intermediário de Gleisi ou Paulo Bernardo e muito menos que tenha entrado em qualquer shopping com tal finalidade. Seus costumes eram o de ir ao Hotel Curitiba se encontrar com outros políticos definidos por Youssef.

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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1 comentário

  • O vazamento seletivo contra a candidata petista cumpriu sua função. Negar a informação vazada agora não tem problema. Não é, promotor Moro?

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