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terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Depois de discursar em manifestação pró-ditadura, Bolsonaro muda o tom

Por Cláudio Osti
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Depois de discursar em manifestação pró-ditadura, Bolsonaro muda o tom

do G1

Um dia após discursar em ato que pedia intervenção militar, o presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta segunda-feira (20) o Supremo e o Congresso “abertos e transparentes”.

Bolsonaro deu a declaração na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada. Ele parou para falar com jornalistas sobre temas como a crise do coronavírus e sobre a participação no ato deste domingo.

Nesse momento, um dos apoiadores do presidente, que acompanham a saída dele do palácio todas as manhãs, gritou uma frase a favor do fechamento do Supremo. Bolsonaro advertiu o apoiador:

“Sem essa conversa de fechar. Aqui não tem que fechar nada, dá licença aí. Aqui é democracia, aqui é respeito à Constituição brasileira. E aqui é minha casa, é a tua casa. Então, peço por favor que não se fale isso aqui. Supremo aberto, transparente. Congresso aberto, transparente”, afirmou Bolsonaro

O presidente afirmou ainda que a pauta do ato do domingo era a volta ao trabalho e a ida do povo para a rua. Bolsonaro defende o relaxamento das medidas de isolamento social contra o coronavírus.

Bolsonaro discursa a manifestantes que empunhavam cartazes contra a democracia no DF

Bolsonaro discursa a manifestantes que empunhavam cartazes contra a democracia no DF

Para Bolsonaro, os cartazes no ato com dizeres contra a democracia, o Congresso e o Supremo eram de autoria de “infiltrados”.

“Em todo e qualquer movimento tem infiltrado, tem gente que tem a sua liberdade de expressão. Respeite a liberdade de expressão. Pegue o meu discurso, dá dois minutos, não falei nada contra qualquer outro poder, muito pelo contrário. Queremos voltar ao trabalho, o povo quer isso. Estavam lá saudando o Exército Brasileiro. É isso, mais nada. Fora isso, é invencionice, é tentativa de incendiar uma nação que ainda está dentro da normalidade”, disse o presidente.

No ato do domingo, manifestantes gritavam frases como: “Fora, Maia” (em referência ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); “AI-5”; “Fecha o Congresso”; “Fecha o STF”. Essas são palavras de ordem ilegais, inconstitucionais e contrárias à democracia.

O Ato Institucional número 5 (AI-5) vigorou durante dez anos (de 1968 a 1978), no período da ditadura militar, e foi usado para punir opositores ao regime e cassar parlamentares.

O presidente afirmou também que não esta conspirando contra nenhum poder. “O pessoal geralmente conspira para chegar ao poder. Eu já estou no poder. Eu já sou presidente da República […] Eu estou conspirando contra quem, meu Deus do céu? Falta um pouco de inteligência para aqueles que me acusam de ser ditatorial. O que eu tomei de providência contra a imprensa? Contra a liberdade de expressão?”, questionou. (leia mais)

 

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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4 comentários

  • Até às 18 horas ele muda tudo. Esquece o que falei ontem. O que passou, passou. Importa de agora para frente. Não existe almoço grátis. E milhões na minha conta. E cala boca aí. O MP e o Gaeco não me pegam.

  • Comportamento típico de psicopata. Quando descoberto em suas intenções reais, procura até seduzir suas vítimas, tentando reforçar a pele de cordeiro que substituiu a sua verdadeira pele de lobo. Perigoso… muito perigoso….

  • VAGABUNDO É LOUCO.

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