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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Flavio Bolsonaro ainda vai derrubar o paizão

Por Cláudio Osti
7 comentários

Flavio Bolsonaro ainda vai derrubar o paizãodo Contraponto

Trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostra que em um mês quase 50 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), revelou Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite desta sexta-feira, 18. A suspeita, segundo a reportagem, é que funcionários dos gabinetes devolviam parte dos salários, numa operação conhecida como “rachadinha”. O resumo da reportagem é do jornal O Estado de S. Paulo.

O registro, de acordo com o Jornal Nacional, traz dados sobre movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro entre junho e julho de 2017. No total, foram 48 depósitos em espécie na conta do senador eleito,“concentrados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e sempre no mesmo valor: R$ 2 mil”.

Segundo a reportagem, foram R$ 96 mil depositados em cinco dias. O Coaf disse à Rede Globo que não foi possível identificar quem fez os depósitos. O relatório, ainda de acordo com a reportagem, afirma que o fato de terem sido feitos de forma fracionada desperta suspeita de ocultação da origem do dinheiro. O documento faz parte de um relatório de inteligência financeira (RIF).

O Jornal Nacional informou que esse novo relatório foi pedido pelo Ministério Público do Rio a partir da investigação de movimentação financeira atípica de assessores parlamentares da Alerj.

Conforme a reportagem do JN, o primeiro documento tratava da movimentação dos funcionários da Alerj. Desta vez, diz o jornal, o MP pediu ao Coaf para ampliar o levantamento. O MP pediu o novo relatório ao Coaf em 14 de dezembro e foi atendido no dia 17, um dia antes de Flávio Bolsonaro ser diplomado senador, conforme a reportagem. Portanto, segundo o MP, ele não tinha foro privilegiado na ocasião.

Por causa desse relatório, Flávio Bolsonaro questionou a competência do MP no Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu temporariamente a investigação. Ele foi citado no procedimento aberto pelo Ministério Público do Rio contra o ex-assessor Fabrício Queiroz.

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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7 comentários

  • Décio Paulino

    Qual o total da movimentação suspeita do amigão da família Bolsonaro, o sr. Fabrício Queiroz, durante um ano? Apenas R$ 1,2 milhão! E a movimentação bancária do Zero Um? Vejamos: em 5 dias de um único mês (48 depósitos X R$ 2.000 = R$ 96.000,00). Quanto pode ser durante um ano? R$ 96 mil X 12 = R$ 1.150.000,00. Que coincidência… A movimentação atípica do laranjão pode ser o mesmo valor depositado na conta de senador honestão da família Bolsonaro. Mais uma perguntinha: será que mulher do Chefão estaria recebendo uma mesada?

  • Décio Paulino

    Será que o pai deu uma fraquejada na educação do Zero Um?

  • O filhão do Chefão nem precisa explicar mais porque, todo mês, ele fazia uma coleta (influência de alguma igreja evangélica) para juntar R$ 96 mil. É que ele tinha um boleto de R$ 1 milhão para quitar em 12 meses. Não dava para o filhão do Chefão deixar de pagar essa dívida e ficar com fama de caloteiro. O que os bolsominions iriam dizer, não é mesmo?

  • Décio Paulino

    R$ 96 mil em um mês. R$ 1,2 milhão em um ano. R$ 7 milhões em três anos. Esse assessor do filho do presidente Bolsonaro era uma máquina de movimentar dinheiro. É óbvio que um assessor deste, se for um laranja, pode enriquecer seu chefe e até sua família…

  • Vai ter Pixuleco inFlavio?

  • Tem que investigar punir mesmo se dever, porém, até o momento não investigaram em nada o filhão do molusco 9 dedos, em menos de dois anos passou de zelador de zoo a um dos mais ricos do Brasil….

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