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Cláudio Osti

Dois estão presos acusados pela morte de rapaz que teria furtado chocolate em loja do Mufatto

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do portal Plural

Rodrigo da Silva Boschen é o nome do rapaz morto por terceirizados do grupo Muffato, em Curitiba, após ser acusado de furtar chocolate na loja do bairro Portão. A identidade foi confirmada nesta segunda-feira (23), pelo delegado Thiago Filgueiras, da Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade (DHMC).

Boschen tinha apenas 22 anos, e havia um registro de posse de drogas para consumo em seu nome, mas o rapaz não tinha histórico criminal. Ele morava no Pinheirinho.

O crime

Um motoboy registrou imagens com o celular após notar três pessoas carregando um homem desacordado. O grupo conversou entre si e também pelo radiocomunicador. Um deles questionou aos outros se o rapaz já não estava morto. A conversa entre os suspeitos seguiu com menções a um golpe mata-leão, a uma pedrada.

Segundo documentos obtidos pelo Plural, a vítima tinha lesões na região do pescoço e da face. Todavia, a causa da morte ainda não foi confirmada.

De acordo com o delegado Thiago Filgueiras, três suspeitos foram presos e apuração busca encontrar o autor do golpe que matou o jovem. “A filmagem mostra os três abandonando o corpo da vítima em via pública, mas ainda está sendo apurada a conduta dos dois [funcionários] ”, explicou o delegado. Dois deles tiveram a prisão mantida e um, o motociclista que ajudou nas agressões, está em liberdade provisória.

O inquérito que apura a morte de Boschen deve ser concluído nos próximos dias. A Polícia Civil busca precisa da causa da morte para entender a dinâmica do assassinato.

O Mufatto emitiu uma nota na qual “repudia veementemente qualquer ato de violência” (leia a íntegra). Também emitiu uma nota assinada pelo advogado Elias Mattar Assad, na qual afirma que:

  1. Em seus protocolos de segurança, a empresa sempre instruiu e orientou, de forma expressa e contínua, o uso da máxima cautela aos funcionários e terceirizados, com ações permeadas pela contenção não violenta e estrita aos limites de suas unidades;
  2. Este fato é isolado e ocorrido distante de suas dependências;
  3. Ao contrário do que se tem veiculado e, conforme já apurado no inquérito, o segurança terceirizado do mercado não agrediu a vitima – sendo tal ato iniciado por um terceiro totalmente estranho ao estabelecimento;
  4. A justiça agirá com rigor para apurar as responsabilidades pessoais de cada um dos envolvidos;
  5. A empresa, desde o primeiro momento, não tem medido esforços para colaborar com as autoridades policiais que ainda investigam o fato.”
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