
Não éramos de conversar todos os dias. Mas quando nos econtrávamos a prosa corria solta, e muitas risadas.
Cléber havia sido presidente do Londrina Esporte Clube e volta e meia, no estádio do Café, a gente assistia os jogos, de pé, perto das cabines de rádio.
Ele não gostava de ficar sentando, ficava agitado.
Quando saia uma falta ou pênalti, ele ficava de costas para o gramado. “Vou esperar o barulho da torcida. Meu coração não aguenta ver o lance”, dizia ele.
Concluída a jogada ele voltava os olhos para o campo, para comemorar ou chorar.
Cléber era desses caras que dava prazer em conviver. Na década de 1990, trabalhando na TV Cidade/Rede Massa, fui escalado para fazer um documentário sobre música sertaneja. Em Londrina, desde sempre, você chacoalha uma árvore e caem duplas de todos os tipos.
Era muita gente para entrevistar e contar a história. Foi aí que procuramos o Cléber, mais uma vez. Ele apresentava e produzia o programa Voz e Viola, na UEL FM, na qual era diretor e também fora fundador da Confraria da Viola – grupo que reunia inúmeros cantores de música caipira, o sertanejo mais raiz.
Comigo na empreitada o cinegrafista Simonides, um dos maiores violeiros deste país. Cléber Toffoli foi de uma generosidade imensa. Nos apresentou diversas duplas, autores, cantores.
Cléber era assim, generoso.
E que história de vida. Foi radialista e professor, Toffoli foi vereador, secretário municipal de Educação e Cultura e produtor e apresentador do programa de rádio Voz e Viola (UEL FM e Igapó FM). Trabalhou na UEL como professor e também foi prefeito do Campus Universitário e diretor da Gráfica e Editora da universidade.
Foi muito cedo Cléber… você fará muita falta para todos nós.















1 comentário
Antonio
Esqueceu-se de destacar uma outra qualidade dele. Integridade. Participou de cargos públicos , sem deixar marcas negativas.