Gaeco cumpre 110 mandados em dez cidades de cinco estados em investigação sobre criminosos estabelecidos em Londrina

do MP

O Núcleo de Londrina do Grupo de Operação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu nesta terça-feira, 14 de novembro, 93 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal e 17 mandados de prisão temporária no âmbito da Operação Engenho. As investigações apuram a possível constituição de uma associação criminosa estabelecida na região de Londrina, que possuiria ramificações nos estados de São Paulo, Goiás e Santa Catarina, atuando na prática de usura, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

Os mandados foram cumpridos em Cambé, Londrina, Ibiporã, Foz do Iguaçu, São José dos Pinhais, Curitiba, Itapema (SC), Paranaíba (MS), Marília (SP) e Goiânia (GO), com apoio da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), do Batalhão de Polícia de Choque, do Canil da PM e de policiais de diversos batalhões vinculados ao 2º Comando Regional da Polícia Militar do Paraná.

Foragido – As apurações tiveram início em 2022. Durante a coleta de provas, constatou-se que um dos maiores traficantes de Londrina, condenado definitivamente a 12 anos, 8 meses e 13 dias de prisão pelos crimes de associação para o tráfico e tráfico de drogas, escondia-se em um condomínio de luxo em Cambé. De lá, conforme apurado, ele comandava um grande esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico ilícito de entorpecentes, operacionalizado com agiotagem, por meio do uso de “laranjas” para a movimentação de aproximadamente R$ 400 mil por semana.

Além disso, o esquema incluía a aquisição de diversos imóveis em nome de terceiros, como apartamentos de luxo em Londrina e no litoral catarinense, além de casas populares que geravam rendas de aluguel ao chefe do grupo criminoso. Também foram colhidos elementos probatórios indicando que a associação criminosa comercializava armas de fogo e drogas ilícitas, tendo vínculo com outros traficantes estabelecidos em Londrina e região.

O Juízo da Vara Criminal de Cambé, que emitiu as ordens judiciais, determinou ainda o sequestro de 12 imóveis, incluindo casas e terrenos em condomínio de luxo naquela cidade e um apartamento em Itapema (SC) avaliado em aproximadamente R$ 2 milhões.

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Um comentário

  1. Genildo

    Traficantes de Londrina condenado a 12 anos, 8 meses e 13 dias de prisão pelos crimes de associação para o tráfico e tráfico de drogas, comandava um grande esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico ilícito de entorpecentes, comercializava armas de fogo, agiotagem por meio do uso de “laranjas” para a movimentação de aproximadamente R$ 400 mil por semana.
    Já tem curriculo para ser recebido no Ministério da Justiça no governo do PT, no CNJ e no gabinete do deputado Guilherme Boulos.
    Passa a régua……….

  2. Décio Paulino

    Muito bom quando a gente vê criminoso sendo pego e, melhor ainda, condenado. Ou quando a vítima de crime tem seus direitos respeitados pela Justiça. Veja a manchete no G1 agora a pouco: Homem agredido por PM em bar de Londrina ganha direito à indenização de R$ 8 mil. Só a lamentar o baixíssimo valor da indenização. Deveria ser 10 vezes mais no mínimo.

  3. Campos

    Hoje no Brasil, é bastante comum encontrar notáveis criminosos na elite econômica das cidades. Alguns chegam a se infiltrar e até frequentar órgãos públicos. Quem não se lembra do ex-vice-presidente, general Hamilton Mourão, receber no PALÁCIO DO PLANALTO um megatraficante em 2019? Sim, o megatraficante Milton Constantino da Silva, já com uma longa capivara criminal, foi recebido pelo general Mourão. Esse megatraficante era o número 2 da quadrilha comandada pelo ex-militar Sérgio Roberto de Carvalho, mais conhecido como Pablo Escobar Brasileiro.

  4. Carlos Marques

    Se fosse no Amazonas, quem sabe o governador bolsonarista mandasse esses traficantes participarem de reuniões em alguma secretaria do Ministério da Justiça. Foi o governador bolsonarista que indicou a tal “dama do tráfico”, Luciane Barbosa, para participar de uma reunião no Ministério da Justiça. A partir de agora, o governo Lula, especialmente o Ministério da Justiça, deve fiscalizar quem participa de reuniões em Brasília por indicação de governadores bolsonaristas. Vivendo e aprendendo.

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